Isolamento aumenta buscas de TV por assinatura

Com o isolamento social resultante das quarentenas forçando as pessoas a trabalharem remotamente e passar mais tempo em casa, foi registrado alta nas buscas por ofertas de TV por assinatura e planos de internet banda larga residencial. As informações provêm de um levantamento realizado pelo Melhor Plano, que consultou mecanismos padronizados de busca, como o Google Trends, para avaliar períodos específicos que mostram flutuação acima da média nas pesquisas.

O termo “TV por assinatura” teve alta de 36% nas buscas do Googleentre 23 de fevereiro e 13 de março e de 14 a 30 de março. Nesse mesmo ritmo, “TV pré-paga” também cresceu 32% nas buscas. O levantamento indica que esse crescimento veio em resposta ao isolamento social: como a COVID-19 forçou as pessoas a ficarem em casa, ampliar as opções de entretenimento e, consequentemente, a capacidade de internet para dar conta do consumo de conteúdo online, era algo dentro do esperado.

Outro termo bastante procurado nos mecanismos de busca, de acordo com o Melhor Plano, foi “pay per view”, o que o site argumenta ter sido puxado pela atual temporada do reality show Big Brother Brasil, em sua vigésima exibição pela rede Globo.

Outros números interessantes mostram que grande parte desse crescimento encontra reflexos na população jovem: segundo a coluna “TelePadi”, da jornalista da Folha de São Paulo Cristina Padiglione, ofertas exclusivas da TV paga encontraram amplo crescimento graças a jovens que se viram em isolados dentro de casa: no caso da MTV Brasil, por exemplo, programas como o reality show De Férias Com O Ex elevaram a audiência do canal em mais de 80% desde 16 de março de 2020 — o reality em questão, inclusive, é líder de audiência também no YouTube, onde vídeos de seus episódios já passam de 17,5 milhões de visualizações: o programa já tem uma próxima temporada confirmada.

Canais como Comedy Central e Nickelodeon (ironicamente, propriedades da rede Viacom, assim como a MTV) também apresentaram crescimento, com o primeiro ampliando sua audiência em 36% no chamado “prime time” (das 18h às 1h) entre pessoas de 18 a 49 anos.

Fonte: Redação

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