Isolamento ainda ameaça Distrito 2

Quase dois meses depois de serem denunciadas pelo Jornal do Commercio, em matéria publicada no dia 19 de fevereiro, a principal via de acesso ao Distrito Industrial 2, a avenida Palmeira do Miriti, continua sem manutenção, afetada por uma grande voçoroca que ameaça de isolamento as empresas instaladas naquela área. A via de acesso sofre riscos iminentes de desabamento que impedem trafegabilidade segura no local. Mesmo diante da gravidade do problema, que pode paralisar produção das empresas caso a erosão continue avançando, prefeitura, Estado e Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) não chegam a um consenso para dar solucionar à questão.
Em entrevista concedida à TV Amazonas na última segunda-feira (7), o superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, explicou que a responsabilidade pela manutenção tem como base um convênio estabelecido com o governo do Estado e a Prefeitura de Manaus. De acordo com ele, a participação da Suframa se resume à cooperação e envio de recursos.
“Estamos fazendo o esforço de coordenar as ações da Suframa, prefeitura e do governo do Estado. A rigor, o nosso papel é de cooperar, de somar esforços. Somos cobrados por todos esses governos e temos feito essa cooperação. Aquela área é um loteamento que já foi entregue à cidade há mais de 30 anos. Estamos trabalhando, na medida do possível, em fornecer recursos”, disse Thomaz no programa ‘Bom Dia Amazônia’.
O superintendente informou também que a titularidade das ruas do DI está sendo repassada ao governo do Estado, devido à seção das vias para a construção de uma das principais obras de mobilidade urbana do governo do Estado, o Anel Viário Leste, que vai conectar a Reserva Ducke com o atual Distrito.
“Estamos fazendo a doação para a cidade de Manaus das ruas que irão compor aquele trajeto, que é uma obra do Estado. No momento em que fazemos isso, perdemos a titularidade. A Suframa tem os lotes, mas para que o poder público faça as ruas é preciso que haja um termo. Isto está sendo feito nesse instante”, salientou.
O titular da Suframa explicou ainda que a autarquia alocou R$ 95 milhões para fazer um trabalho de recuperação em 26 ruas do Distrito e urbanização de outras três ruas.

Governo
No entanto, o governo do Estado, por intermédio da Seinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura), informou que a área é federal e, portanto, de competência exclusiva da Suframa. Mantendo o mesmo discurso de dois meses atrás, a secretaria declarou que a via em questão não está contemplada no convênio firmado com a Suframa e não prevê a recuperação das vias do Distrito Industrial 2. Além disso, a Seinfra afirma que o governo do Estado corre o risco ser penalizado pelo TCE-AM (Tribunal de Contas do Estado do Amazonas) se resolver, por iniciativa própria, recuperar as ruas do Distrito Industrial 2 com o mesmo recurso, mesmo em situação emergencial. Além disso, a assessoria da Seinfra garantiu que deverá partir da Suframa a intenção de convocar governo e prefeitura para a assinatura de um novo convênio que contemple intervenções na rua Palmeira do Miriti.

Indústria
O presidente da Aficam (Associação das Empresas de Componentes do Polo Industrial de Manaus), Cristovão Marques Pinto, lamentou a situação e cobrou soluções. Na opinião dele, com o problema se agravando às vésperas da Copa do Mundo, perde-se uma boa oportunidade de trazer novos investimentos estrangeiros para a Zona Franca de Manaus.
“Alguém vai ter que consertar a avenida, senão as empresas vão ficar isoladas. A situação está cada dia pior. Prefeito, governador e Suframa: um dos três vai ter que resolver. As empresas pagam impostos, recolhem impostos e esta situação é um absurdo. A Copa está chegando e vamos receber empresários portugueses, americanos e ingleses que não poderão visitar nenhuma indústria. Com a situação desse jeito ninguém vai querer trazer nenhuma empresa para Manaus”, comentou.

Obras no Distrito 1
Enquanto a área do Distrito Industrial 2 aguarda uma solução, as obras no chamado núcleo pioneiro continuam. De acordo com a Seinfra, a obra de recuperação do sistema viário do Distrito Industrial 1 continua em andamento, apesar do período chuvoso, que obriga a empresa responsável pela obra, a Construtora Soma, a reduzir o ritmo, de modo a evitar perda de material e de hora trabalhada. A Seinfra informou que a programação da última quarta e quinta-feira, dias 9 e 10 de abril, englobaram a avenida Buriti 2, com a construção de canteiro central – entre as avenidas Cupiúba e Buriti 1. Também está em andamento a colocação de meio-fio, sarjeta e calçada entre as ruas Ipê e Balata.
Na avenida Buriti 3 estão sendo realizados serviços de drenagem profunda no trecho compreendido entre a avenida Içá e a rua Matrinchã. A avenida Içá e a rua Matrinchã também estão recebendo tratamento na área de drenagem.

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