4 de dezembro de 2021

Isaac Sverner, um cinquentenário no batente Amazônia

“E aqui aproveito para incluir duas outras honrarias que marcaram minha vida: Mário Guerreiro e Moysés Israel. Os três compartilham uma atenção/ dedicação para o fator família. Para eles, o trabalho é a melhor forma de cuidar da família e preparar a própria prole para a sucessão em seus legados”.

Por Wilson Périco (*) - Follow-up (**)

Todos nós que atuamos na Amazônia na geração de empregos, riquezas e oportunidades, temos orgulho daquilo que fazemos. Não é à toa que muitos dos que aqui vieram impactar a região com a efetividade do programa Zona Franca de Manaus em suas múltiplas oportunidades, aqui resolveram fincar as próprias barracas de atuação na maior floresta tropical do planeta. Outros escolhem viver à distância sem deixar de manter radares afetivos com a floresta e sua gente. Essa escolha tem muito a ver com o significado de participar desta missão honrosa, conferida pela Carta Magna do Brasil, que é a redução das lastimáveis diferenças regionais entre o Norte e o Sul do Brasil.

Por isso, é natural e justo saudar nossos heróis da resistência, no caso o empreendedor Isaac Sverner, um pioneiro deste programa de acertos chamado Zona França de Manaus. Pioneiro e campeão de emprego e renda, apoiador de primeira hora na instalação da UEA, Universidade do Estado do Amazonas, a maior universidade multi camp do país, presente em todos os municípios do estado e integralmente paga pela indústria, que está completando 20 anos, e já formou mais de 65 mil alunos. Como campeão na geração de emprego, suas empresas CCE, Digibras, entre outras, contribuíram fortemente a proteger a floresta e seus preciosos serviços ambientais no combate à mudança climática.

São 50 anos de pioneirismo construído a várias mãos, para consolidar o maior polo eletrônico da América Latina. A imagem que destaco na imagem de Isaac é de uma pessoa que não perde a oportunidade de aprender. E me permito aqui contar um dos episódios de rápida convivência com o homenageado. Foi numa visita feita a empresa Tecnicholor pela qual eu era responsável. Isso se deu por volta de 2003 . Nessa visita, sem formalidades, ele queria saber de minha opinião sobre produtos e processos da Zona Franca de Manaus. Fiquei um tanto incomodado, porque a pergunta era justamente aquela que eu gostaria de ter feito pois ali estava um homem que já havia se tornado uma referência para todos nós. Tinha muito o que ensinar. Recatado e muito econômico nas colocações, Isaac Sverner não me deu chances de manifestar com detalhes a honraria daquela visita. O que agora faço.

Posso dizer que confirmei não apenas naquele dia mas em toda minha observação da conduta empreendedora do empresário Isaac Sverner que os pioneiros tem traços em comum. E aqui aproveito para incluir duas outras honrarias que marcaram minha vida: Mário Guerreiro e Moysés Israel. Os três compartilham uma atenção/ dedicação para o fator família. Para eles, o trabalho é a melhor forma de cuidar da família e preparar a própria prole para a sucessão em seus legados. Seus propósito são sempre conectados com compromissos éticos. Todos viveram trajetórias significativas, ou seja, deixam em sua passagem pela existência legados de melhoria a favor da sociedade.

Como ponto relevante dos respectivos legados, há outra coincidência, os três sempre se apresentaram com promessas e iniciativas em favor do ensino de qualidade e como cidadãos comprometidos com a educação dos jovens. Todas as manifestações públicas e todos os relatos das pessoas que conviveram e convivem com cada um deles confirmam este compromisso e esta preocupação pedagógica com as gerações que se formam.

O diferencial entre o pioneirismo amazônico e os investidores que se instalam eventualmente na região, é precisamente o fato de empreender na floresta e com ela imediatamente se comprometer. Um legítimo pioneiro da Amazônia é aquele que relaciona a economia regional com a proteção florestal. Isso se transformou numa cultura de gestão coerente e competente da Amazônia por parte dos pioneiros que aqui se instalaram e inauguraram um padrão único e decisivo que nos conferiu nossa identidade fabril intimamente plugada na proteção ambiental.

Com garra, criatividade e obstinação produtiva Isaac Sverner é uma história viva de como gerar riqueza sem ameaçar nossa imensidão Amazônia e sua diversidade biológica. Muito obrigado, pois, por sua jornada empreendedora, por seu pioneirismo e suas lições de vida repartida com os curumins e cunhatãs de nossa toada produtiva chamada Polo Industrial de Manaus. Vida longa, estimado empresário e pioneiro Isaac Sverner!

(*) Wilson é economista, empresário e presidente do CIEAM, Centro da Indústria do Estado do Amazonas 
(**) Coluna Follow-up, sob a responsabilidade do CIEAM, publicada às quartas, quintas e sextas-feiras no Jornal do Comércio e no portal BrasilAmazoniaAgora e tem a coordenação editorial de Alfredo Lopes. 
Foto/Destaque: Divulgação

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