Ipea revê estimativa de déficit em conta corrente do país

O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgou nota técnica revendo o déficit em conta corrente do Brasil em 2008 que pode variar de US$ 27.5 bilhões a US$ 34.5 bilhões.

O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgou nota técnica revendo o déficit em conta corrente do Brasil em 2008 que pode variar de US$ 27.5 bilhões a US$ 34.5 bilhões. A estimativa da instituição em março passado era de US$ 11.5 bilhões. Se confirmada a revisão anunciada na quinta-feira, a diferença pode representar mais que o dobro ou o triplo da expectativa para este ano.
As transações correntes do Balanço de Pagamentos do país compreendem todas as operações de crédito troca ou cessão de valores econômicos não-financeiros entre uma economia e o resto do mundo: balança comercial, serviços, renda e transferências unilaterais correntes.
Segundo o Ipea, o principal fator para a deterioração das transações correntes foi o conjunto de remessas líquidas de lucros e dividendos de empresas, como reflexo da expansão da atividade econômica, do elevado estoque de capital estrangeiro investido no Brasil e da valorização do Real. Até maio, o déficit em transações correntes acumulava US$ 14.7 bilhões segundo informações divulgadas pelo Banco Central. Em 12 meses até o referido mês, o saldo era negativo em US$ 15.2 bilhões. É interessante notar a sincronia entre o início da apreciação nominal da taxa de câmbio (valorização do real) e a aceleração de remessas de divisas desde o início de 2003, registra a nota técnica da Ipea.
De acordo com a nota, os lucros das empresas globais no Brasil têm ajudado a recapitalizar as matrizes nos Estados Unidos e na Europa, diante da valorização cambial associada aos efeitos da expansão econômica. Somam-se a esses fatores, a falta de liquidez internacional ocasionada pela crise das hipotecas (subprime) no mercado imobiliário americano.
Para o Ipea durante o segundo semestre deste ano a remessa de lucros e dividendos deverá continuar elevada, mantendo a pressão sobre o déficit em transações correntes, mas com menor intensidade do que nos primeiros seis meses do ano devido a um padrão sazonal, que mostra que as remessas de lucros e dividendos são maiores no primeiro semestre.

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