Ipea procura caminhos para o crescimento do país

A vocação do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) de planejar o desenvolvimento do país será retomada com uma série de estudos, que irão relacionar as oportunidades, problemas e também alternativas de políticas públicas para o fomento à atividade econômica e a redução da desigualdade.

Segundo seu presidente, Már­cio Pochmann, a estrati­ficação social e as cadeias pro­dutivas serão analisadas nu­ma matriz, cruzando os vários aspectos de cada questão para dar base a um projeto de nação. Países que tiveram destaque no desenvolvimento mundial identificaram primeiro o potencial de setores que deveriam receber apoio, como foi o caso da Irlanda, com as comunicações e a tecnologia de informação, e Dubai, com o centro de turismo de alto luxo e atividades financeiras.

“Trata-se de um plano de longo prazo de inserção do Brasil no mundo e de buscar novas possibilidades de desenvolvimento”, disse o economista. Além de setores já conhecidos pelo bom desempenho na economia mundial, como o aeronáutico, o Ipea irá pesquisar outros com grande potencial e que ainda não deslancharam, para entender as razões do problema, buscando formas de corrigi-lo.

Além de atrair investimentos e aumentar a competitividade brasileira, o Ipea pretende também prever os reflexos em termos de fluxos migratórios e a ampliação da demanda por habitação, saneamento e infra-estrutura.

“Estamos debatendo internamente o projeto de pesquisa, para verificar quais recursos já temos no Ipea e o que devemos procurar fora do instituto, por meio de convênios com universidades brasileiras e internacionais”, destacou.
Uma iniciativa neste sentido foi o convite a acadêmicos de renome para se integrar ao grupo de trabalho. O conselho será formado de forma pluralista, respeitando opi­niões distintas.

Entre os nomes convidados estão: João Paulo dos Reis Velloso, Delfim Netto, Luiz Carlos Bresser Pereira, Maria da Conceição Tavares, Cândido Mendes, Raphael de Almeida Magalhães e Luiz Gonzaga Belluzzo. “Até o fim do ano de­veremos ter definido quais os temas que serão analisados”, afirmou Pochmann.

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