25 de junho de 2022
Inflação deve encerrar 2014 em 5,97% - Expectativa das instituições financeiras é que inflação deste ano seja maior que a de 2013

A inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deve fechar este ano em 5,97%. A expectativa é de instituições financeiras consultadas pelo BC (Banco Central) e, de acordo com essa pesquisa, a inflação em 2014 será maior do que no ano passado (5,74%).
As projeções estão distantes do centro da meta de inflação estabelecido pelo governo (4,5%) e abaixo do limite superior (6,5%). É função do BC fazer com que a inflação convirja para o centro da meta.
Um dos instrumentos usados pelo BC para influenciar a atividade econômica e, por consequência, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
No ano passado, o Copom elevou a Selic em 2,75 pontos percentuais. A taxa encerrou 2013 em 10% ao ano. A expectativa das instituições financeiras é que na reunião do comitê, neste mês, a Selic seja elevada em 0,25 ponto percentual e, posteriormente, haja novo ajuste em igual patamar. Assim, a taxa deve terminar 2014 em 10,50% ao ano.
A pesquisa do BC também traz a mediana (desconsidera os extremos das projeções) das expectativas para a inflação medida pelo IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que é 5,40% este ano.
A projeção para o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) é 6% em 2014 e para o IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado), a projeção é 6,01%.
A estimativa para os preços administrados é 4%, este ano. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefônia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte urbano coletivo.

Fipe
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor), medido pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) na cidade de São Paulo, encerrou o ano de 2013 em alta 3,88%, ante uma elevação de 5,10% em 2012. Quatro dos sete grupos pesquisados apresentaram variações acima da média, com destaque para educação (7,33%) e saúde (7,07%).
Os preços dos alimentos subiram, em média, 5,42% e no grupo despesas pessoais, 5,58%. A menor variação acumulada no ano foi registrada em habitação, com avanço de 1,96%. Em vestuário foi constatado aumento de 3,02% e no grupo transporte, 2,33%.
Na última apuração do ano, os preços ganharam força, com elevação de 0,65%, ante 0,46% em novembro. O maior aumento ocorreu em transporte, que passou de uma variação negativa de 0,02% em novembro para 0,9%, no fechamento de dezembro.
Nos demais grupos foram constatadas as seguintes oscilações: habitação (de 0,44% para 0,56%); alimentação (de 0,8% para 0,65%); despesas pessoais (de 0,74% para 0,79%); saúde (de 0,49% para 0,35%); vestuário (de 0,34% para 0,83%) e educação (de 0,12% para 0,07%).

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