IPCA tem maior alta desde maio de 2008

A inflação oficial usada pelo governo, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), voltou a acelerar, e teve alta de 0,78% em fevereiro, informou na sexta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em janeiro, o índice registrou alta de 0,75%.
Trata-se da maior alta desde maio de 2008, quando a inflação havia subido 0,79%.
Em fevereiro de 2009, a inflação havia sido de 0,55%. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 4,83%. No ano, a elevação acumulada é de 1,54%.
Os custos com educação pressionaram fortemente o índice, e subiram 4,53%, contribuição de 0,32 p.p (ponto percentual). Somente as mensalidades escolares ficaram 5,38% mais caras, contribuição de 0,26 p.p.
Os produtos não-alimentícios tiveram aceleração e registraram inflação de 0,73%, ante 0,64% em janeiro. Além dos custos com educação, o aumento das tarifas de ônibus urbano seguiram impactando o IPCA em fevereiro, com alta de 2,50%, ante 3,90% no mês anterior.
Os alimentos continuaram subindo, em intensidade menor. Em fevereiro, houve avanço de 0,96%, contra variação positiva de 1,13% em janeiro. As maiores pressões vieram dos açúcares refinado (10,90%) e cristal (10,48%), tomate (17,26%), leite pasteurizado (2,84%) e arroz (4,45%).
O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado entre as famílias com renda mensal até seis salários mínimos, teve elevação de 0,70% em fevereiro, ante 0,88% observados no mês anterior. Nos 12 meses encerrados em fevereiro, o indicador acumula elevação de 4,77%, acima/abaixo dos 4,36% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores.

Pressão dos alimentos

A inflação para os produtos alimentícios mais que dobrou em 2010 na comparação com o início do ano passado, segundo o IBGE variando 2,10% no primeiro bimestre, ante a taxa de 1,02% entre janeiro e fevereiro de 2009.
A pressão dos alimentos se reflete nos números do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que acumula incremento de 1,54% no primeiro bimestre, ante 1,03% em igual período no ano passado. Trata-se do maior crescimento, para os primeiros dois meses do ano, desde 2003. Naquele ano, a alta acumulada foi de 3,86%.
A coordenadora de Índice de Preços do IBGE, Eulina dos Santos, atribui o avanço nos preços dos alimentos às seguidas chuvas que vêm afetando as plantações desde o fim do ano passado, e ao aumento da demanda, em função da recuperação da economia.
“As pressões sobre os alimentos, em fevereiro, estão no mesmo tom de janeiro. Há também alguma dúvida em relação ao comportamento da safra este ano. Não se sabe exatamente qual vai ser o efeito das chuvas no restante do ano”, afirmou.
O açúcares lideram a alta entre os alimentos, este ano.
No primeiro bimestre do ano, o açúcar cristal ficou 21,82% mais caro. Já o refinado subiu 17,83%. O arroz também pressionou bastante no início deste ano, com alta acumulada de 7,86%.

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