IPCA registra menor inflação do ano

A inflação oficial usada pelo governo, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) teve alta de 0,43% em maio, desacelerando frente aos 0,57% registrados no mês anterior, informou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado é o menor desde dezembro, quando havia sido 0,37%. Já em maio de 2009, a inflação havia sido de 0,47%.
No ano, o IPCA acumula elevação de 3,09%, ante 2,20% de janeiro a maio de 2009. Já nos últimos 12 meses, o aumento chega a 5,22%.
Os alimentos determinaram a desacaleração do índice em maio, com variação de 0,28%, contra alta de 1,45% em abril. Ainda assim, a principal contribuição veio do item refeição fora de casa, que subiu 1,15% com influência de 0,05 ponto percentual dentro dos 0,43%.
Ainda nessa categoria, as principais desacelerações foram notadas nos preços do tomate (de 9,01% em abril para -23,78% em maio), do açúcar cristal (-0,61% para -7,66%), pescado (0,88% para -5,26%) e farinha de trigo (0,06% para -1,42%).
No acumulado deste ano, os alimentos registram alta de 5,48%, percentual acima dos 3,18% observados entre janeiro e maio de 2009.
Os produtos não alimentícios tiveram aceleração e registraram inflação de 0,48% em maio, ante 0,31% em abril.
A principal influência sobre o indicador no mês passado foi o item energia elétrica, que subiu 1,23%, ante queda de 0,13% em abril.
O grupo também foi influenciado pelo aumento de remédios (1,16%), salários dos empregados domésticos (1,12%), artigos de vestuário (0,91%) e carros novos (0,76%).
O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado entre as famílias com renda mensal até seis salários mínimos, teve elevação de 0,43% em maio, ante 0,73% observados no mês anterior
No acumulado do ano, atingiu 3,50%, acima dos 2,32% verificados em igual período de 2009.
Já nos 12 meses encerrados em maio, o indicador acumula elevação de 5,31%, abaixo dos 5,49% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores.
Segundo especialistas, a ameaça de inflação é ocasionado pelo aquecimento da economia que cresce mais do que o esperado pelo governo brasileiro, que precisa conter o ânimo do mercado e lançar mão de medidas para controlar o consumo. No entanto, analistas de mercado continuam defendendo que tal variação não é prejudicial à economia e não deve voltar a crescer em índices preocupantes.

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