IPCA desacelera para 0,18% em setembro

A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), índice oficial de preços, desacelerou para 0,18% em setembro, contra 0,47% de alta em agosto. A variação do índice ficou abaixo das estimativas de analistas do mercado financeiro, divulgadas no boletim Focus do Banco Central (0,25%).

Nos últimos 12 meses, a inflação chega a 4,15%. No ano, o IPCA acumula alta de 2,99%.

A maior contribuição para o comportamento da inflação veio de alimentos e bebidas, que tiveram alta de 0,44% em setembro, contra 1,39% em agosto. Leite e derivados foram o principal fator responsável pela redução da taxa do mês passado: o grupo passou de 5,77% em agosto para uma deflação de 1,20%.

Além disso, carne e feijão carioca tiveram menor crescimento de preços. Os preços da carne passaram de alta de 2,98% em agosto para 0,62% no mês passado, e o feijão subiu 4,09% contra 5,11% em agosto.

Por outro lado, os preços de vestuário passaram de -0,03% em agosto para 0,45%. O grupo Habitação passou de 0,05% em agosto para 0,54% no mês passado. O IPCA é o índice oficial do governo para a definição das metas de inflação. O centro da meta do IPCA para este ano é de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos para cima ou para baixo.

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) registrou inflação de 0,25% em setembro -queda de mais da metade do registrado em agosto, quando houve alta de 0,59%. Nos últimos 12 meses, a taxa acumula alta de 4,92% e no ano, de 3,39%.

O INCC (Índice Nacional da Construção Civil) teve alta de 0,42% em setembro, ante a variação de 0,29% em agosto. No acumulado deste ano, o INCC subiu 4,32%, e nos 12 meses, 5,39%. O custo nacional por metro quadrado variou de R$ 593,17 em agosto para R$ 595,68. A parcela de custo do material de construção te-ve alta de 0,59% no mês e de 3,50% no acumulado do ano.

O custo de mão-de-obra, por sua vez, teve variação de 0,20%, tendo valorizado 5,45% no acumulado de janeiro a setembro.

Produtos agropecuários aceleram e IGP-M abre outubro em alta de 0,84%

O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) divulgado na quarta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas) registrou alta de 0,84% na primeira prévia do mês de outubro, contra 0,80% na mesma leitura em setembro. Foi a maior alta para uma primeira estimativa mensal desde fevereiro de 2003, quando o índice ficou em 0,89%. A alta de 3,65% nos preços de produtos agropecuários influenciou o índice geral.
O IPA (Índice de Preços por Atacado) subiu 1,14% na primeira estimativa deste mês, contra 1,19% na mesma prévia de setembro. O índice de Bens Finais recuou de 0,56% no início de setembro para 0,47% na estimativa divulgada na quarta-feira, com a desaceleração no subgrupo alimentos processados, que caiu para 1,01%, contra 2,34% há um mês.

O indicador referente a Bens Intermediários subiu 0,29% no início deste mês, contra 0,26% no início do mês passado. O destaque entre as altas dos itens que compõem o índice foi o subgrupo materiais e componentes para a construção, que subiu 0,35%, contra 0,08% há um mês.

O índice de Matérias-Pri-mas Brutas passou de 3,73% para 3,44%, com o recuo nos preços de bovinos (0,92% para -1,88%), leite in natura (5,73% para 1,96%) e arroz em casca (5,81% para 0,48%). Em alta ficaram soja em grão (6,19% para 8,28%), mandioca (2,61% para 8,47%) e tomate (-9,89% para 9,13%).

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,23% na primeira prévia deste mês, contra 0,05% um mês antes, com a aceleração observada no grupo Alimentação -que passou de -0,25% no início de setembro para 0,38% na abertura deste mês. Os destaques foram frutas (-3,98% para 7,67%), hortaliças e legumes (-4,02% para 0,05%) e aves e ovos (-0,43% para 0,72%).

Também subiram os preços dos grupos Vestuário (0,19% para 1,45%) e Transportes (-0,31% para -0,15%), com destaque para calçados (-0,26% para 1,82%) e álcool combustível (-5,95% para -1,22%).

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