IPCA-15 desacelera para 0,38% em junho

O IPCA-15, prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,38% em junho, desacelerando frente à elevação de 0,59% verificada em maio, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O índice ficou abaixo dos 0,90% observados em junho de 2008. Com isso, o IPCA-15 acumulado nos últimos 12 meses recuou para 4,89%, ante 5,44% constatados em maio. No acumulado do ano, o índice registrou um avanço de 2,49%, também menor em relação ao mesmo período de 2008 (3,67%).
Segundo o IBGE, exerceram menor impacto sobre o índice os produtos não alimentícios, que ficaram 0,29% mais caros, desacelerando em relação à alta de 0,68% de maio. Essa desaceleração ocorreu principalmente em produtos que tiveram fortes reajustes no mês passado. Um exemplo é o cigarro, cujo preço tinha subido 18,42% em maio e teve avanço de apenas 0,57% em junho.
O mesmo efeito ocorreu com os produtos farmacêuticos (de 3,21% em maio para 0,48% em junho) e empregado doméstico (de 1,35% para 0,80%). “O grupo vestuário (de 1,23% para 0,94%) também apresentou resultado menor em junho, já demonstrando o início das promoções do período”, informou o IBGE em nota. Por outro lado, o grupo alimentos apresentou aceleração, com alta de 0,70% ante elevação de 0,29% em maio. O produto que mais pressionou o grupo foi leite pasteurizado -alta de 12,2% no mês.
Nas 11 regiões pesquisadas, Salvador teve a maior alta, com 0,81%, seguido por Recife (0,71%) e Goiânia (0,66%). A menor alta, por sua vez, ocorreu em Belo Horizonte (0,12%). Em São Paulo, o índice tev alta de 0,31%, enquanto no Rio avançou 0,40%.
O número de empregados no comércio cresceu 40% entre 2003 e 2007, segundo o IBGE. Em 2007, eram 8,4 milhões de pessoas ocupadas no setor, ante 6 milhões em 2003.
Na região Sudeste, estavam 53,1% do pessoal ocupado no comércio brasileiro em 2007; a região Sul teve a segunda maior participação, com 20,4% do total ocupado, seguido pelo Nordeste (16,2%), Centro-Oeste (7,6%) e Norte (2,7%).
São Paulo absorveu 30,3% do pessoal ocupado no comércio em 2007; em 2003, esta proporção era de 29,4%. Minas Gerais teve o segundo maior número de empregados, ainda que tenha perdido espaço no cenário nacional. Em 2007, os funcionários do comércio mineiros representavam 11,1% do total do país, ante proporção de 12% observada em 2003.
Entre os segmentos avaliados, a principal evolução foi observada no setor de hiper e supermercados. O total de empregados cresceu 47%, chegando a 798 mil em 2007. Em 2003, os 541 mil empregados nessa área representavam 9% do total do comércio; em 2007, essa proporção foi de 9,5%.
Os empregados no segmento de materiais de construção, ferragens, vidros, tintas e madeiras aumentaram 40%, totalizando 737 mil pessoas em 2007, o equivalente a 8,8% das pessoas ocupadas no setor comercial.

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