Íons de prata contra o Covid-19

As peles de animais usadas pelos homens das cavernas para se proteger do frio podem ser considerados os primeiros EPIs (Equipamentos de Proteção Individual). De lá até os dias de hoje nunca mais o homem deixou de inventar algum tipo de equipamento para se proteger dos mais diversos tipos de perigo, porém, poucas vezes os EPIs se tornaram tão necessários, produzidos de forma tão rápida e de várias formas como agora com a pandemia do coronavírus, seja de forma caseira ou industrial. As empresas, que já eram especializadas em produzir esse tipo de equipamento, viram a demanda disparar com a chegada do vírus ao Brasil.

Desde 2010 no mercado, a Destra Brasil, com sede em São Paulo, é uma das principais fornecedoras de equipamento de proteção individual do país, já na terceira geração de uma família acostumada a trabalhar com EPIs. A empresa comercializa respiradores, capacetes, filtros químicos, luvas, toucas, calçados e roupas de proteção agrícola. Tudo com a expertise de quem tem no DNA da família a experiência no assunto. Miguel Gricheno, fundador da marca, é filho e neto de pai e avô que trabalharam com EPIs.

A Destra Brasil tem como maior objetivo evitar acidentes de trabalho e deixar mais seguro o dia a dia de milhares de brasileiros. O coronavírus veio mostrar que ela pode muito mais. Para combater o inimigo invisível, a empresa desenvolveu, além de respiradores em borracha, máscaras em tecido com antiviral.  

O Jornal do Commercio ouviu Miguel Gricheno, hoje um dos maiores especialistas em EPIs do Brasil, e ele falou sobre as novas tecnologias aplicadas aos equipamentos, como as máscaras com íons.

“Todos os tipos de EPIS, como por exemplo, capacetes, respiradores, luvas, vestimentas e calçados, continuam com uso necessário seja num ambiente de trabalho ou mesmo em ambiente aberto, mas as máscaras, agora, são um item a mais”, disse.

Eliminando o vírus

Para aquelas pessoas que, necessariamente, precisam trabalhar em ambiente de escritório, com ar condicionado, Miguel indica o uso de máscaras confeccionada em tecido com íons de prata, “pois além de proteger, elas conseguem eliminar o vírus”, garantiu.

Assim como existem os ‘corajosos’, que abrem mão da proteção da máscara, outros, mais aterrorizados com o vírus usam, além desta, o protetor facial plástico. Pesquisa recente mostrou que esse protetor, sem a máscara, não é de muita serventia. 

“O protetor facial cria uma barreira entre o rosto e as gotículas existentes no ar, mas como não é anatômico, não se molda ao rosto e não tem vedação, por isso a pessoa que o usa, continua exposta à penetração do vírus”, falou.

“É interessante o uso dos dois equipamentos juntos, lembrando que o protetor facial  previne de fragmentos de tamanhos médio e grande. Já as máscaras são feitas para pequenas e micro partículas, aquilo que não visto a olho nu. Exatamente o nosso maior perigo no momento”, completou.

Outra notícia surgida recentemente é que pesquisas indicam que o ar que respiramos, dentro da máscara, pode ser prejudicial, mas Miguel descarta essa possibilidade.

“Se fizer o uso  correto da máscara com íons de prata, esse ar interno estará perfeitamente livre de vírus. A vantagem de usar nossa máscara antiviral, é que não é preciso ficar trocando a cada quatro horas, ou seja, dá para usar durante uma jornada inteira de trabalho, e a lavagem é simples, com água e sabão”, afirmou.

Para colocar 30 mil unidades do produto no mercado, a empresa fez um investimento inicial de R$ 300 mil. Ainda triplicou o número de funcionários e prestadores de serviço para dar conta da demanda. O produto conta com certificado de aprovação emitido pelo Ministério do Trabalho.

Nanopartículas de prata

Outras empresas também estão investindo nesse tecido com material antiviral, e Miguel se orgulha de a Destra ter sido a pioneira no lançamento do produto no Brasil.

 “Trata-se de um tecido, cujo tratamento com íons de prata é feito na confecção dos fios, logo no primeiro estágio do processo”, explicou.

O produto da Destra Brasil conta com filtro N95 e faz uso de borracha com nanopartículas de prata capazes de neutralizar o Sars-CoV-2 em até cinco minutos, em um método certificado por especialistas, com 99,9% de eficácia comprovada. A máscara produzida com o filtro impede contato com partículas de fora, como acontece quando se faz o uso da tradicional de pano, porém, o algo mais é que ela impede a contaminação cruzada, aquela pelo contato com alguma superfície infectada.

“Desenvolvemos essa tecnologia desde 2001, com o aparecimento do antrax (um pó  altamente contagioso) que estava sendo colocado em envelopes de cartas enviadas pelos Correios”, lembrou.

Miguel avisou que os produtos da Destra Brasil estão chegando a todos os estados brasileiros inclusive Manaus.

Respirador, em breve, em Manaus

“Enquanto isso nossa produção está a todo vapor confeccionando os respiradores que, brevemente, estarão disponíveis aí pro Norte”, concluiu.

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