Investimentos ultrapassam os US$ 380 mi

A entrada de investimento estrangeiro direto no Amazonas pode ultrapassar os US$ 380 milhões até o fim deste mês, segundo projeção do Banco Central. Dados parciais sobre a captação de moeda estrangeira até o início da semana apontam que o Estado já recebeu cerca de 1,25% a mais ante igual período do ano passado, encerrado com US$ 375.25 milhões.
O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, avaliou que os ingressos expressivos na forma de investimento direto, principalmente no setor industrial, principal fonte de atração do capital, são fortes sinais de que o investidor estrangeiro está olhando para o país numa perspectiva de longo prazo.
Segundo o executivo, o Banco Central prevê a entrada de R$ 25 bilhões em investimento estrangeiro direto no país neste ano, mas espera divulgar uma possível revisão no início do próximo mês. “O investimento estrangeiro direto é um investimento que vem para ficar. Isso gera emprego, desenvolvimento”, disse.
Se concretizado o volume de investimentos estrangeiros comparado ao mês de abril, quando o Estado recebeu perto de US$ 373.16 milhões, o total de investimento estrangeiro direto no Amazonas, pode avançar 1,8%. “São números que denotam o interesse efetivo pelos mais diversos setores da indústria em várias regiões do país num momento em que se tem uma instabilidade em níveis internacionais dessa dimensão”, acrescentou.
Na opinião do auditor fiscal da Receita Federal no Amazonas, Antonio Cordeiro, o crescimento percentual na entrada de capital estrangeiro é um sintoma inequívoco da virada no humor dos investidores e representa ainda que lentamente a recuperação do setor mais importante para a economia local. “A entrada de novos investimentos faz a indústria amazonense ganhar fôlego diante de um quadro de recessão econômica. Pessoalmente entendo que já existe certa predisposição para a estabilidade e retomada do crescimento industrial mesmo antes de julho”, considerou.
O pensamento de Cordeiro é um alento diante da queda na arrecadação provocada pelo desaquecimento da economia por conta da crise, que fez dobrar a inadimplência no pagamento de impostos pelas maiores indústrias locais.
A inadimplência média dessas empresas, segundo a Receita Federal, era de R$ 150 milhões por mês no período anterior à crise e subiu para R$ 300 milhões mensais entre outubro e janeiro.

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