Investimento público aumenta em ano eleitoral

Levantamento do Ipea para os anos de 1995 a 2011 mostra que os investimentos dos governos são influenciados pelo calendário eleitoral

Pesquisa divulgada na quinta-feira pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com base em dados de 1995 a 2011 demonstra que os investimentos do governo federal, dos estados e dos municípios são influenciados pelo calendário eleitoral. Em ano de pleito há aumento de gastos públicos e no ano seguinte há contenção das despesas.
“Os anos subsequentes às eleições presidenciais e dos governadores estaduais normalmente coincidem com quedas muito fortes da taxa de investimento público, relacionadas a pro­gramas de ajustes fiscais, que posteriormente são re­ver­tidas no decorrer do ciclo eleitoral”, descreve o comunicado do instituto.
No caso dos municípios, além da eleição estadual e federal, ainda há a influência das eleições para prefeitos e vereadores, o que acarreta em um ciclo bienal de expansão e contingenciamento de gastos. “A taxa de investimento do go­ver­no municipal, por sua vez, apresenta um comportamento muito mais irregular e uma influência mais marcada do ciclo bienal”, aponta o Ipea ao salientar que “os anos não elei­torais (ímpares) são caracterizados por quedas (ou estabilidade) da taxa de investimento dos municípios, enquanto os anos eleitorais (pares) ocorrem elevações da taxa de investimento”.
Segundo o Ipea, em de­zembro de 1998 (ano da re­eleição de Fernando Hen­rique Cardoso), a taxa anualizada de investimento das administrações públi­cas era de 2,4% do PIB (pro­porção relativa a valores acumulados ao longo do ano), no ano seguinte cai pa­ra cerca de 1,5%. Em 2002 (ano da primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva), a taxa chega a 2,2% e em 2003 desce para 1,5%. Em 2006 (reeleição de Lula), a taxa cravou 2% e em 2007 ficou abaixo de 1,8%. No ano passado, a mesma taxa superou os 2,8% e a projeção do Ipea para este ano é de que esteja abaixo de 2,5%.

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