Investimento faz PIB crescer

O consumo dos brasileiros avança ininterruptamente há nove meses, porém desacelerou de janeiro a março deste ano graças a medidas do governo contra a inflação. Enquanto isso, a taxa de investimento das empresas triplicou na passagem do último trimestre de 2010 para o primeiro de 2011 e puxou uma expansão econômica de 1,3%. Já na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o Brasil cresceu 4,2%. A última previsão feita pelo governo, em relatório enviado ao Congresso em maio, é de alta de 4,5% para o Produto Interno Bruto neste ano.
O aumento de 1,3% no PIB, recém-divulgado pelo IBGE, garantiu um bom posicionamento do Brasil em uma disputa com 14 países ou regiões cujos PIBs de 2011 já são conhecidos. Desta lista fazem parte a Alemanha (líder com 1,5%), a Coreia do Sul (com 1,4%), os EUA (0,4%), a União Europeia (0,8%) e o Japão (em último lugar com -0,9%), entre outros. A lista também mostra que o Brasil tem a pior renda per capita do grupo, com US$ 10.9 mil.
A segunda mais baixa é a do México (US$ 13.8 mil). A maior é dos EUA (US$ 47.4 mil). Segundo dados do IBGE, os investimentos aumentaram 1,2% no primeiro trimestre, o triplo da taxa do último trimestre de 2010, e foram o destaque da alta do PIB, quando se faz uma análise a partir da demanda. Já o ritmo de consumo das pessoas comuns, apesar de ter subido de novo (0,6%), variou menos do que nos três trimestres anteriores.
A inversão no peso que investimento e consumo têm no resultado do PIB era desejada pelo governo Dilma Rousseff, especialmente diante do desafio de controlar as pressões inflacionárias. Na visão do governo, a preservação dos investimentos é uma forma de impedir inflação futura provocada por excesso de demanda. Quando se compara o primeiro trimestre de 2010 com o primeiro de 2010, o aumento da taxa de investimento também se destaca. Expandiu-se 8,8%, enquanto o consumo das famílias subiu 5,9%. O consumo sobe há trinta trimestres seguidos.
O resultado geral do PIB nessa comparação (trimestres iguais de 2010 e 2011) mostra crescimento de 4,2%. Neste caso, o IBGE comparou o desempenho brasileiro com os demais Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul). O Brasil só ganhou da Rússia. A China foi a que mais cresceu (9,7%), seguida da Índia (7,8%) e da África do Sul (4,8%). Mas em termos de renda per capita, o Brasil é o segundo, atrás só da Rússia.

Fundação Dom Cabral

A Fundação Dom Cabral é a 10ª melhor escola de educação executiva do mundo, de acordo com ranking divulgado pelo Financial Times. A instituição, com sede em Minas Gerais, subiu uma posição em relação a 2010 e superou, entre outras, a Universidade de Oxford, a MIT Sloan School of Management e a Universidade de Stanford. O levantamento do jornal britânico é um dos mais respeitados do mundo e separa suas listas de educação executiva em duas categorias: cursos abertos e cursos customizados (feitos sob encomenda para empresas). A Dom Cabral é a 10ª no ranking de cursos abertos, mas sobe para a 3ª posição quando são considerados apenas os cursos customizados. Nessa lista, a escola brasileira perde somente para a americana Duke Corporation Education e para a francesa HEC Paris, superando a Harvard Business School e a escola suíça IMD. Segundo o FT, é a primeira vez que uma escola de negócios da América Latina ocupa posição tão alta no ranking. E isso deve acontecer cada vez mais, já que o número de escolas latinas entre as melhores tem aumentado. Em 2000, quando os primeiros levantamentos do FT foram publicados, apenas duas escolas de negócios latino-americanas foram listadas. Em 2011, o número subiu para 11. Na lista de cursos abertos, além da Dom Cabral, também figura a FIA – Fundação Instituto de Administração, na 25ª posição, o Insper, na 30ª colocação, e a Saint Paul Escola de Negócios, no 58ª. Entre os cursos customizados, também estão na lista o Insper (24ª) e a FIA (39ª). O ranking do FT também traz a lista dos melhores MBAs do mundo. Em 1º lugar na lista de 2011 ficaram empatadas London a Business School e a Universidade Wharton. A Universidade Harvard ficou em 3º e a francesa Insead em 4º. Entre os 100 Melhores Cursos de MBA ainda não aparece nenhuma instituição brasileira.

Eleição

O empresário Wilson Luiz Buzato Périco foi eleito ontem presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), entidade de classe que há 32 anos atua em defesa dos interesses das empresas do Polo Industrial de Manaus.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email