15 de abril de 2021

Investimento em pesquisa é saída para mercado

Cenário para a indústria nos próximos dez anos é bastante difícil. Há muita concorrência e os investimentos globais em Pesquisa e Desenvolvimento crescem em todas as áreas.

A redução da carga­ tributária e um câm­bio mais favorável às exportações não elevarão a competitividade do produto brasileiro nem no mercado interno nem no externo, com defendem os empresários. Um estudo sobre a competitividade da indústria paulista, realizado pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) de São Paulo, mostra que o setor precisa mesmo é investir em qualificação para obter um padrão de qualidade de nível mundial, enfrentar a concorrência e elevar seus retornos financeiros.
Trata-se, na verdade, não apenas de desafio eco­nômico, mas, sobretudo, cultural. Tirando grandes empresas de nível internacional, como Petrobras,­ Vale e Embraer, por exemplo, o empresário brasilei­ro investe pouco em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), apenas em aumento da oferta. Agora, no entanto, vão ter de correr atrás do tempo perdido se quiserem continuar no mercado. A questão é que o papel do governo passa a ser o de incentivar o investimento e não mais subsidiar os empresários.

Cenário
difícil

“O cenário para a indústria nos próximos dez anos é bastante difícil. Há muita concorrência, os investimentos globais em Pesquisa e Desenvolvimento crescem em todas as áreas, e se o empresário não pensar nisso, não investir pesado, será afetado rapidamente”, resumiu Denise Andrade Rodrigues, diretora de Política Industrial e Tecnológica do IPT, coordenadora do trabalho que estudou 26 setores da indústria paulista, a pedido da Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Estado.
O estudo, embora paulista, é uma referência para todo o país.
A China, grande concorrente do Brasil em vários setores nos mercados interno e externos, já não é mais simplesmente um indústria que faz cópias, e de má qualidade. Isso ainda existe, mas “há a outra China, que investe forte em P&D e que vende no mercado dos Estados Unidos”, disse a diretora do IPT.
Denise não pode dar detalhes do estudo, que será divulgado aos empresários a partir da próxima semana, no seminário “Uma Agenda de Competitividade para a Indústria Paulista: Oportunidades de Desafios”, para validar os diagnósticos e as propostas para a competitividade paulista.

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