Investimento chinês tem fatia de 1,2% no mundo, afirma Ipea

O processo de internacionalização da economia da China é caracterizado pela agressividade das políticas de apoio e promoção ao investimento direto das empresas daquele país asiático no exterior. Tal postura tem permitido a expansão das exportações e o ingresso de investimentos estrangeiros. A conclusão faz parte do estudo sobre internacionalização das empresas chinesas divulgado ontem pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
De acordo com a pesquisa, “tais ações parecem complementares, o que pode ser inferido pela convergência das políticas de financiamento, incentivos fiscais e financeiros, fornecimento de informações e orientação às empresas, e à realização de acordos internacionais para áreas prioritárias”.
O modelo chinês se mantém desde a década de 1980, quando os países começaram a aumentar a participação nos fluxos dos investimento direto estrangeiro (IDE).
A China avançou consideravelmente em 2000, quando o governo ofereceu uma série de incentivos com o objetivo de promover a internacionalização das empresas locais. O fluxo de IDE na China está concentrado em serviços e no setor primário. Em serviços, o grande volume de investimetos diretos vindos do estrangeiro está voltado para a constituição das companhias de exploração e matrizes regionais, geralmente localizadas nos centros financeiros.
Embora os valores tenham atingido US$ 230 bilhões em 2009, a participação do investimento chinês no estoque mundial de aportes diretos do exterior ainda é pequena, inferior a 1,2%. No entanto, o valor é considerado ascendente, principalmente entre os países em desenvolvimento. A participação saiu de 3% em 1990 para 7% em 2008 e 8,5% em 2009, sobre os investimentos feitos por países asiáticos.

Diversificação de negócios

O levantamento do Ipea aponta que a “presença das empresas chinesas no mundo, tanto em termos setoriais como geográficos, mostra uma tendência à diversificação de seus negócios e a um ganho de experiência no aproveitamento de novas oportunidades”. Isso porque as companhias estatais se articulam e abrem oportunidades para empresas menores e do setor privado.
“À medida que as empresas chinesas foram se tornando competitivas no mercado internacional, o governo chinês as encorajou a sair do país. O objetivo era garantir o acesso a recursos estratégicos e a mercados de consumo em expansão, além de realizar fusões e aquisições que permitissem a ampliação das redes de produção e da própria estrutura física de suas empresas, cujo objetivo era expandir e modernizar a estrutura produtiva nacional”, concluiu o texto do estudo do Ipea.

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