Investidor dá trégua a pessimismo

O Ibovespa, principal índice da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), finalizou o dia em alta de 0,46%, aos 53.091 pontos. O giro financeiro foi acima da média dos últimos meses: R$ 5,07 bilhões.
Logo pela manhã, os investidores refletiram a notícia de que uma das mais importantes empresas de crédito imobiliário do país, a AHM anunciou seu pedido de concordata, às voltas com problemas em sua carteira de créditos “subprime” (de segunda linha).
Investidores e analistas te-mem que as dificuldades no setor de hipotecas americano contamine o restante dessa economia, o que torna as Bolsas dos EUA, e por difusão o restante dos mercados pelo mundo, sensíveis às más notícias do setor. Segundo operadores, o mercado somente melhorou próximo ao encerramento, quando prevaleceu a percepção de que o Federal Reserve, o banco central dos EUA, já tem espaço para promover uma redução de juros em sua próxima reunião, marcada para outubro.
Hoje, o colegiado do “Fed”, anuncia a nova taxa básica americana – analistas firmaram consenso em torno da manutenção em 5,25%.
“Há uma briga entre aqueles que apostam na queda da Bolsa, por causa do problema com os créditos ‘subprime’, enquanto outros acreditam que isso não vai ter força suficiente para derrubar os mercados. E a resposta para essa questão não vai aparecer de um dia para outro”, afirma Maurício Garcia, profissional da mesa de Bolsa da corretora Theca.
Entre outras notícias, o Bradesco, anunciou lucro de R$ 4 bilhões no primeiro semestre, um acréscimo de 28% sobre o resultado no mesmo período de 2006. Na Bovespa, a ação preferencial do banco valorizou 0,41%.
“Acreditamos que os resultados foram positivos, porém em linha com as expectativas do mercado”, avalia André Segadilha, analista da corretora Prosper.
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,907 para venda, em alta de 0,26%, nas últimas operações de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,030, com acréscimo de 1,5% sobre o fechamento de sexta. O Banco Central entrou no mercado e adquiriu moeda a R$ 1,9110 (taxa de corte).
A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marcou 199 pontos, número 1% inferior à pontuação final da semana passada. O mercado de câmbio não escapou incólume das turbulências registradas nas Bolsas com os problemas de hipotecas americanas. Ontem, mais uma grande empresa que trabalha com os créditos do tipo “subprime” (segunda linha) admitiu problemas financeiros e pediu o equivalente americano à concordata, o que assustou investidores e analistas já sensíveis às más notícias do setor imobiliário dos EUA.

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