Investidor aplica R$ 35 bilhões em fundos e mira renda fixa e curto prazo

Os fundos de investimentos brasileiros receberam R$ 35 bilhões em aplicações nos primeiros cinco meses deste ano. A cifra, que já inclui os resgates feitos no período, é o maior dos últimos dois anos, segundo dados divulgados hoje pela Anbima (associação dos bancos de investimento). Somente em maio, a captação líquida (aplicações menos resgates) foi de R$ 1,8 bilhão.
A associação mostra que, ao longo deste ano, o investidor brasileiro preferiu os fundos de Renda Fixa (aplicações de R$ 24,2 bilhões) e os fundos de curto prazo (aplicações de R$ 6,8 bilhões), que apresentaram retornos de 4,32% e 3,45% até maio.
A inflação do período foi de 3,09%, se medida pelo IPCA (que reflete o custo de vida para famílias com renda até 40 salários-mínimos), ou de 5,12%, pelo IGP-DI (que reflete a oscilação de preços no atacado, no varejo e na construção civil).
A situação se modifica tomando como referência somente o mês de maio. No caso dos fundos do tipo Renda Fixa, os resgates superaram as aplicações por R$ 950 milhões. O mesmo ocorre nos fundos identificados como “Curto Prazo”, com uma captação líquida de R$ 522,8 milhões.
No mês passado, os fundos multimercados (renda variável e renda fixa) tiveram a maior captação do período (R$ 4,20 bilhões), seguido pelas aplicações em fundos de previdência (R$ 848,8 milhões).
Já o presidente da Febrabam (Federação Brasileira de Bancos),Fábio Barbosa, afirma que o crédito tem sustentado o ritmo de crescimento econômico e a tendência é que os empréstimos continuem em expansão, mesmo com o aumento dos juros básicos da economia. “O Brasil vive momento privilegiado. Enquanto outros países discutem crise, a gente discute crescimento econômico”, disse o executivo. Barbosa diz ser difícil avaliar se a economia está superaquecida no momento. O PIB (Produto Interno Bruto) divulgado ontem veio um “pouco acima” do esperado, avalia Barbosa.

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