6 de maio de 2021

Um dos conceitos básicos quando lecionamos economia, é a afirmativa de que “economia é uma ciência social”! A maioria das pessoas só consegue ser a economia como uma ciência matemática, possivelmente por lidar com muitos números, tabelas e gráficos. Esta maioria não entende que a Ciência econômica estuda exatamente a utilização dos recursos escassos para a satisfação das necessidades humanas.

O grande problema no estudo econômico está na complexidade do comportamento humano, incluindo neste rol suas satisfações e seus interesses quando da busca de atender as necessidades. Por este motivo ao se tratar de economia é necessário muita cautela, conhecimento e o máximo possível de bom senso.

Tivemos há pouco tempo em nosso país uma situação que tem deixado muita gente completamente com a cabeça virada, sem entender a situação. Tudo começa com os aumentos de preço nos combustíveis advindos da política de preços da Petrobrás, que desde 2019 entendeu que deveria atrelar o preço destes combustíveis a dois fatores: o preço internacional do petróleo e o preço do Dólar no mercado brasileiro (o câmbio).

Tudo vinha correndo bem, sem muita reclamação, até que, por conta de toda a conjuntura da pandemia, mais a situação da política externa brasileira e o aumento da dívida pública de nosso país, em função dos gastos com o colapso da saúde, os aumentos aconteceram em sequência, em um período curto logo no início do ano de 2021.

Neste momento, talvez até por já estar pensando no assunto, nosso presidente deixou escapar, como acontece de vez em quando, um comentário sobre eventual mudança na Petrobrás. Ao mesmo tempo criticou os aumentos seguidos, defendendo politicamente os caminhoneiros, altamente dependentes do Diesel, esquecendo que o governo havia se comprometido a não interferir na política da Petrobrás. Tudo o que ele anunciou, e fez, poderia ter acontecido sem problemas, desde que ficasse de boquinha fechada.

Com a declaração do presidente, os aproveitadores aproveitaram para criar um ambiente de insegurança, sugerindo que uma troca de gestor na presidência da empresa poderia gerar confusão. Foi o estopim para a queda acentuada que se viu no valor de mercado da Petrobrás, um dos maiores já acontecidos, perdendo apenas para o desastre que o presidente Lula promoveu com as compras de ativos absurdas em seu segundo governo (lembram de Pasadena ?).

As ações voltaram a se valorizar, o ambiente foi se normalizando e a troca de comando foi sendo realizada dentro das normas estipuladas pelo Conselho de Administração da Petrobrás. A questão toda é que, nesta queda brusca e seguida alta, com certeza absoluta um grupo de grandes investidores especuladores ganhou uma fortuna comprando as ações no período de maior baixa. Além do mais, houve um quinto aumento e o ambiente político piorou, levando o valor do Dólar a subir e, por consequência, deixar a questão dos preços dos combustíveis novamente em passo de espera.

É preciso realmente chegar a um tipo de solução para este imbróglio, pois, se olhar pelo lado do mercado, não se pode culpar a Petrobrás, embora existam suspeitas de nichos que podem ser desfeitos pelo novo presidente. Olhando pelo lado da população, não dá para aguentar aumentos contínuos e inesperados de combustíveis, incluindo o gás de cozinha, principalmente em um momento tão difícil no qual estamos vivendo.

Neste contexto entra a decisão do Presidente da República e suas supostas intenções no momento em que pensou em colocar no comando da Petrobrás o novo presidente. O General Luna já tem um histórico de “LIMPEZA” em empresas públicas quando foi presidente da Itaipú. Conseguiu não apenas diminuir drasticamente os custos supérfluos e absurdos que existiam nas instalações daquela estatal, como enxugou os quadros de empregos desnecessários e aumentou a eficiência da empresa, logicamente o faturamento também. Os que esperneiam com as ações atuais, não estariam OLHANDO PELO VIÉS ERRADO?

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