Interior vibra com a fábrica fluvial de beneficiamento do Açaí

Hoje, encontro-me feliz. Escutaram minha voz, leram meu pensamento. A reportagem do último dia 21 de maio, manchete do nosso Centenário Jornal do Commercio, traz a boa notícia de uma iniciativa privada que vem ao encontro de algumas de minhas ideias para desenvolver nosso estado.

Trata-se de uma fábrica flutuante, instalada em uma balsa. Projeto inteligente, com atividade itinerante, alimentada com energia solar, que vai comprar e beneficiar o açaí na própria localidade, no próprio interior, na própria comunidade.

Sempre fui sonhador, utilizando os recursos da natureza, explorando os “cursos” de nossos Rios, permitindo a navegação o ano inteiro. Estou falando da perenização dos rios e da navegação. Dizia meu saudoso amigo Eurípedes Ferreira Lins, “é por aí o caminho”.

Gostei muito dessa fábrica flutuante em razão de ir ao encontro do produtor rural, atitude que adotei, anos atrás, quando superintendente do INSS, levando a previdência social ao interior do estado. Lembro muito bem que a primeira ação itinerante aconteceu em Autazes, e fui acompanhado do Muni Lourenço e do Eurípedes Lins, pois o produtor rural sempre esteve entre as minhas prioridades. Aliás, essa iniciativa de não esperar o beneficiário, e ir ao seu encontro no interior, foi reconhecido, nacionalmente, como uma das maiores ações sociais da época. Era uma festa, inclusive com foguetórios, pois estávamos levando renda justa e legítima ao morador do interior do Amazonas.

É justamente isso que essa fábrica flutuante que vai beneficiar o açaí vai levar ao produtor rural, vai levar alegria e esperança, pois terão compra garantida a preço justo.

Parabenizamos as empresas “Transporte Bertolini” e “Valmont Solar” por essa importantíssima iniciativa que visa o desenvolvimento regional, o aproveitamento das potencialidades, a interiorização da economia com sustentabilidade em todos os momentos desse ambicioso e necessário projeto flutuante e itinerante.

Pedimos a Deus que dê tudo certo.

Que meu breve relato sobre a ação itinerante da previdência social sirva de estímulo a esses empresários, pois é muito bom ver o brilho nos olhos das nossas comunidades interioranas.

Tenho certeza que este exemplo de empreendedorismo vai nos levar a outros investimentos com foco nos caboclos.

Inicialmente, beneficiando os produtores de açaí, e certamente, em seguida, tantas outras frutas regionais aproveitando o potencial da nossa biodiversidade, mas preservando a floresta e a natureza.

O interiorano “bate-palmas”, pois seu suor será recompensado. Os produtos serão valorizados e indenizados com preço justo e acompanhado pelos governos. Está chegando a hora do nosso setor primário, não somente depender, exclusivamente, do modelo econômico do Polo Industrial de Manaus. Temos como andar de mãos dadas.

A industrialização das polpas das nossas frutas tropicais, nesse formato itinerante, marcará época em nosso estado.

Será a nova “fatia econômica” que impulsionará a economia amazônica.

Aos idealizadores, nosso reconhecimento e a certeza do sucesso. A “multiplicação” será o “lema”.  A nossa experiência interiorana credencia-nos a dizer: Este projeto do “açaí” terá o mesmo sucesso da “previdência itinerante”.

Ubaldino Meirelles da Silva, servidor público federal aposentado.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email