1 de julho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Interdições impactam no comércio

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lojistas foram prejudicados pela interdição das ruas Barão de São Domingos e dos Barés

Segundo a CDLM (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus) 37 estabelecimentos foram duplamente prejudicados com a interdição das ruas Barão de São Domingos e dos Barés, no Centro. As lojas enfrentam dificuldades na entrega de mercadorias e no acesso limitado dos consumidores. Comerciantes também reclamam do forte odor causado pelas águas paradas do rio Negro. As vias foram interditadas, na sexta-feira (6), devido à cheia do rio Negro e viraram ponto turístico. Para transitar nas vias públicas, somente pelas passarelas de madeira feitas pela Prefeitura de Manaus, responsável pela interdição.
De acordo com o presidente da CDLM, Ralph Assayag, em 2012, ano da maior cheia registrada no Rio Negro foram 157 lojas atingidas, algumas foram até fechadas com uma previsão de demissão de 300 trabalhadores das lojas. Esse ano a entidade está fazendo o levantamento e chegou a registrar 37 lojas em situação de risco de alagamento e apenas duas lojas na eminência de fechar. “Eu só posso fazer algo para levar ao governo ou fazer algo a pedido do grupo quando há um índice maior. Com o histórico daquela última grande cheia hoje podemos antecipar e solicitar a construção de barreiras de contenção e de plataformas para as pessoas transitarem”, explicou.
O comerciante de estivas, Altair Peres, relatou que neste período de cheia e de interdição da rua dos Barés o movimento reduziu cerca de 30% e na mesma proporção o volume de vendas. “Este período está sendo ruim porque a clientela para chegar aqui é muito difícil. O que está salvando as vendas é o interior, aqueles que não estão alagados”, informou. Peres comercializa estivas há mais de 17 anos no mesmo local e acredita que a cheia não deverá ultrapassar a marca de segurança no primeiro degrau de sua loja.
Na opinião do proprietário do Comercial Pegue-Pague, Francisco Flávio, a Copa do Mundo não melhorou as vendas, mas a cheia atrapalhou os negócios. A média diária de queda nas vendas foi de 60% segundo o comerciante. “Com a enchente o pessoal do interior também perde vendas e deixam de comprar aqui em nosso estabelecimento. A maior parte das nossas vendas são para o povo do interior. E com a interdição da rua complica para o pessoal andar por cima de ponte e o movimento cai na faixa de 60%”, reclamou.

Mobilidade alternativa
Para evitar os trechos interditados, o condutor deve seguir em frente pela rua Pedro Botelho, até alcançar a avenida Lourenço Braga, onde terá opções para sair do Centro da cidade pelas avenidas Joaquim Nabuco ou Floriano Peixoto
Os agentes do Manaustrans (Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito) orientam os motoristas para evitarem trafegar nas ruas do Centro da cidade atingidas pela cheia. A Prefeitura de Manaus está monitorando a subida das águas e só decidirá por outras interdições se o alagamento das vias públicas comprometer a segurança na circulação de pedestres e de veículos.
Ontem o nível do Rio Negro, voltou a subir, na capital amazonense, depois de três dias estagnado. A cota atingiu a marca de 29,45 metros. Está é a quinta maior cheia da história, segundo o CPRM (Serviço Geológico do Brasil, da Companhia de Recursos e Produção Mineral).
Bairros localizados na orla de Manaus foram atingidos e os moradores têm driblado a subida do rio construindo marombas (assoalhos de madeira). Para os turistas que visitarem esta cidade-sede durante a Copa do Mundo, a opção é passear pela floresta alagada.
Segundo o superintendente do CPRM, Marco Antônio de Oliveira, a previsão é que até a próxima semana o rio Negro, pare de subir. “Estamos no fim da cheia em Manaus. Tivemos um dos maiores registros dos últimos anos, mas sem graves ocorrências. Em março, no primeiro alerta de cheia, a estimativa era de que teríamos uma cheia variando entre 29,33 metros a 29,60 metros”.
No Amazonas, mais de 40 mil famílias foram atingidas pela cheia dos rios, 31 municípios estão em situação de emergência e dois em estado de calamidade.
A maior cheia foi registrada, em 2012, quando a cota do Rio Negro atingiu os 29,97 metros. Na sequência, estão a cheia de 2009 (29,77m), 1953 (29,69m) e de 1976, quando se registrou 29,61m.

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