15 de abril de 2021

Intenção de compra cresce com a inadimplência

O ICF (Índice de Intenção de Consumo das famílias) cresceu 2,2% em julho em relação ao mês anterior, conforme a CNC (Confederação Nacional do Comércio).

O ICF (Índice de Intenção de Consumo das famílias) cresceu 2,2% em julho em relação ao mês anterior, conforme a CNC (Confederação Nacional do Comércio). A inadimplência cresceu ainda mais que a vontade de consumir, mas houve uma melhora na percepção em relação à capacidade de pagamento. Na comparação com igual mês do ano passado, porém, o indicador de intenção de consumo se manteve praticamente estável (com incremento de 0,1%). Na mesma base de comparação, a satisfação com o emprego corrente subiu 5,3% e a perspectiva profissional avançou 7,3%.
De acordo com a pesquisa, o segundo trimestre promoveu um ajuste na intenção de consumo. Houve uma queda de 0,2% em relação ao mesmo período de 2010 e recuo de 4,2% em relação aos três primeiros meses deste ano. Segundo a CNC, os dados de julho indicam um terceiro trimestre de expansão mais moderada dos gastos das famílias.

Ânimo recuperado

Uma parcela significativa da recuperação do ânimo dos consumidores se deve à volta do crescimento do mercado de trabalho que, sazonalmente, reage de forma positiva no início do segundo semestre. No entanto, a quase estabilidade do Índice de Intenção de Consumo das famílias ante julho de 2010 não deixa de ser um resultado relevante, pois no ano passado foi registrado o maior crescimento das vendas reais do varejo da última década, aponta a Confederação Nacional do Comércio.
A pesquisa mostrou também que o percentual das famílias que dizem ter dívidas em atraso subiu de 23,3% para 23,7% no período, a proporção das que afirmam não ter condições de pagar recuou de 8,4% no mês anterior para 8,1%. “Há uma perspectiva de que o mercado de trabalho vai continuar favorável. Como também houve uma queda do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nos últimos meses e o rendimento real das famílias aumentou, houve uma percepção de que é importante atender a seus compromissos de dívidas nos próximos meses para continuar consumindo”, avalia o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio, Carlos Thadeu de Freitas.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email