Intel avança em celulares e tablets apoiada na Samsung

A Computex 2013, feira de eletrônicos realizada em Taiwan nesta semana, está sendo o palco da Intel apresentar os primeiros notebooks e híbridos com sua quarta geração de chips da linha Core , a mais popular no mercado de computadores. Contudo, as atenções se voltaram para outra notícia, anunciada fora da Computex: a Samsung lançará, em breve, o primeiro tablet Galaxy Tab 3 , com tela de 10.1 polegadas, equipado com um processador fabricado pela Intel.
O anúncio da parceria com a Samsung representa uma conquista importante para a Intel. Há quatro anos, a empresa tenta conseguir um espaço no mercado de dispositivos móveis. “A Intel perdeu um pouco o ‘timing’ de entrada nesse mercado e está tentando se recuperar agora”, diz Leonardo Munin, analista da consultoria IDC Brasil. “A Intel não tinha um processador em um smartphone vendido no Brasil até o ano passado, quando a Motorola lançou o Razr i .”
A parceria com a Samsung, maior fabricante de smartphones e segunda maior indústria de tablets do mundo, no entanto, dá novo fôlego para a Intel. “O fato de anunciar o Galaxy Tab 3 com a Samsung é um marco importantíssimo para a Intel”, diz Cássio Tietê, diretor de marketing para smartphones e tablets da Intel na América Latina. Segundo o iG apurou, o Galaxy Tab 3 deve chegar ao Brasil no início do segundo semestre.
O Galaxy Tab 3 será equipado com o chip Atom Clover Trail+, com dois núcleos dentro do chip (que tornam o processamento mais rápido). O produto apresenta bom desempenho, mas ainda é considerado pelos analistas como inferior aos chips baseados na arquitetura ARM. Além do chip para tablets, a Intel oferece para smartphones o processador Atom Medfield, encontrado em alguns modelos de smartphones, como o Razr i, da Motorola.
O Clover Trail+ e o Medfield usam uma arquitetura desenvolvida pela Intel em 2008, mas que foi atualizada em 2012 para incluir transistores com tamanho de 32 nanômetros.

Ruptura do mercado

A entrada no mercado de chips para dispositivos móveis é crítica para a Intel. Durante mais de uma década, a empresa se manteve confortável como fornecedora da maior parte dos chips para computadores de mesa (desktops) e notebooks com sistema operacional Windows. Contudo, o mercado de computadores desacelerou nos últimos anos. Segundo a IDC, o primeiro trimestre de 2013 marca a maior queda na venda de PCs em quase 20 anos .

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