7 de março de 2021

Insumos: o calcanhar de aquiles para a imunização

insumos
Foto: Divulgação

Apesar dos avanços importantes, a pandemia está longe de acabar. E há uma etapa muito importante que é pouco mencionada quando pensamos nas vacinas.

Além do produto farmacêutico em si, a aplicação das doses requer uma série de outros insumos e ferramentas. Sem eles, não dá nem para iniciar as campanhas.

São coisas simples, como seringa, algodão, caixa térmica, saco plástico, luva descartável, e outras mais complexas, como refrigerador, freezer, sistemas informatizados e logística de distribuição e transporte dos lotes.

Por mais que o mundo já tenha experiência com iniciativas de vacinação em larga escala, a pandemia atual vai exigir uma verdadeira operação de guerra.

Se considerarmos a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de imunizar 20% da população global no próximo ano, falamos de 1,5 bilhão de pessoas contempladas em 12 meses.

Como a maioria das vacinas mais avançadas precisam de duas doses para surtir efeito, isso significa uma necessidade de 3 bilhões de vacinas e a mesma quantidade de seringas e agulhas. Os números também são gigantescos quando colocamos na ponta do lápis todos os demais equipamentos básicos citados acima.

Enquanto as definições não saem no Brasil, é preciso pensar também como fica o acesso e a disponibilidade de insumos para as vacinas que nos protegem contra outras doenças.

Além dos imunizantes regulares, que todo mundo precisa tomar em algum momento da vida, há surtos de sarampo espalhados pelo país. A febre amarela também foi uma verdadeira dor de cabeça há alguns anos e merece ser acompanhada de perto. E o mesmo vale para poliomielite, caxumba e outros quadros infecciosos.

É possível que em 2021 a vacinação contra a covid-19 se sobreponha ou ocorra em paralelo a outras iniciativas, como a imunização contra a gripe, que geralmente começa em abril. Isso vai ser um desafio. Só no ano passado, a campanha de proteção contra o vírus influenza englobou 80 milhões de doses no país.

Teremos seringas suficientes? Há espaço nas câmaras de refrigeração? E a logística de entrega das centenas de milhões de doses? Tudo indica que 2021 será uma verdadeira prova de fogo para o nosso experiente Plano Nacional de Imunizações.

Foto destaque: Divulgação

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