Instituto Lula nega críticas a Dilma

O Instituto Lula publicou nota na qual nega que o ex-presidente Lula tenha feito críticas à nota divulgada pela presidente Dilma Rousseff a respeito da compra da refinaria de Pasadena (EUA).
Segundo o instituto, “hoje, mais uma vez, o jornal Folha de S.Paulo atribuiu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarações que não foram feitas por ele em público ou em privado”.
A nota acrescenta ainda que “é lamentável a reincidência do jornal em invencionices” e que isso “apenas desinforma seus leitores e conspira contra a verdade”.
Em sua edição de hoje, reportagem da Folha diz que, em conversas reservadas, Lula criticou a nota da presidente Dilma na qual ela afirmou que aprovou a compra da refinaria com base em parecer incompleto e com falhas técnicas e jurídicas.
A reportagem afirma ainda que Lula avaliou que a presidente agiu por impulso, jogando para dentro do Palácio do Planalto uma crise que estava na esfera da Petrobras.
Na avaliação de Lula e de petistas, a nota acabou tendo efeito inverso do desejado pelo Palácio do Planalto, no que foi classificado de um “tiro no pé”.
As informações foram obtidas com interlocutores do ex-presidente, que afirmaram à Folha de S.Paulo que ele “não gostou” da nota da presidente Dilma e avaliou que isso acaba criando uma crise em torno da estatal por um negócio feito durante seu governo.

Magnata beneficiado
Se a Petrobras teve um prejuízo bilionário com a compra da refinaria Pasadena (EUA), o barão Albert Frére, 88, foi quem lucrou com o negócio com a estatal brasileira.
Frére, que é um dos homens mais ricos da Bélgica, não terminou o colegial e começou a carreira salvando o negócio de sua família. Com uma fortuna estimada em US$ 4,9 bilhões, o barão ocupa a posição 295ª no ranking de bilionários da revista “Forbes”.
O empresário ainda é conhecido pela paixão por vinhos – -é um dos donos do francês Chateau Cheval Blanc. Em 1994, recebeu o título de “barão” das mãos do rei Albert 2º. Ele é controlador da empresa belga Astra Oil, que comprou a refinaria de Pasadena em 2005 por US$ 42,5 milhões e no ano seguinte vendeu 50% dela para a Petrobras por US$ 360 milhões.
A Astra Oil é subsidiária da Transcor Astra Group, que integra a holding CNP (Compagnie Nationale à Portefeuille), dirigida pela família de Frére.
A CNP atua em aquisição e investimentos em vários países – -como Estados Unidos, França e Alemanha- – no ramo de energia, comunicação, bancos e até na área dos famosos sorvetes belgas.
A empresa do barão belga recebeu ainda mais US$ 820,5 milhões pelos outros 50% em razão de uma cláusula no contrato, chamada “Put Option”, estabelecendo que um deveria comprar a parte do outro em caso de litígio entre sócios. A compra da refinaria é investigada pelo Tribunal de Contas da União, Ministério Público do Rio e pela Polícia Federal.

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