Instituto forma microempreendedoras

Os microempreendimentos já estão entre os maiores geradores de renda do Brasil. E, nesse cenário, as mulheres se adaptaram de forma positiva, respondendo pela liderança da maioria dos negócios no país. Para ajudar essas empreendedoras a tirar suas ‘receitas de negócios’ do papel, o Instituto Consulado da Mulher tem capacitado o público feminino de baixa renda em todo país, inclusive em Manaus. O objetivo é incentivar o empreendedorismo entre mulheres.
Criado em 2002, como uma ação social da marca Cônsul, o instituto oferece assessoria a mulheres de baixa renda e pouca escolaridade. O objetivo é que, com sua atividade empreendedora, possa gerar renda e proporcionar melhores condições de vida a elas e suas famílias.
O Consulado já auxiliou 10 mil mulheres de comunidades carentes a desenvolver suas empresas. Além de levar consultores aos negócios participantes, o programa também doa eletrodomésticos que podem ajudar na produção. “É o que chamamos de andar de mãos dadas. Queremos treinar, capacitar e investir nessas empresárias”, diz Erica Zanotti, coordenadora de desenvolvimento do Instituto Consulado da Mulher.
A doceira Maria Helenice Guerra, 49 anos, apostou na sua receita mais simples, de apenas três ingredientes: coco, leite condensado e açúcar, e conquistou o mercado paulista. Hoje, a empreendedora garante o sustento da sua família. Foi com a receita da cocada de leite que Helenice fundou a Doceria Diamante, em 2011.
O negócio começou a funcionar no quintal da casa da empreendedora, no bairro Santo Amaro, em São Paulo. Com o tempo, conquistou clientes, expandiu o cardápio e conseguiu seu próprio ponto de comércio na mesma região. Apesar de a receita da cocada ter sido fundamental na empreitada, boa parte do crescimento da Doceria Diamante veio com uma ajuda externa. Helenice foi uma das mulheres selecionadas para participar do programa do Instituto Consulado da Mulher, uma iniciativa da fabricante de eletrodomésticos Cônsul para capacitar microempreendedoras de Rio Claro (SP), Joinville (SC), Manaus (AM) e São Paulo. “Eles deram os ingredientes que estavam faltando”, diz a cozinheira.
Para participar do projeto, é necessário que a empreendedora atue nas áreas de alimentação ou lavanderia – e que tenha muita vontade de crescer. O processo de assessoria é longo: dura de dois a três anos, dependendo da evolução do negócio. “Sabemos que mudanças levam tempo, por isso precisamos ficar por perto dessas mulheres durante um período relativamente grande”, diz Érica.
A Doceria Diamante, por exemplo, recebeu um fogão, uma geladeira e visitas recorrentes de especialistas para ajudar nos negócios durante três anos. A ideia desses encontros é identificar os pontos fracos da empresa e ajudar a melhorá-los. Para isso, o instituto treina os consultores para que eles transmitam as lições de maneira bastante acessível. Segundo Érica, muitas das mulheres que atendemos não completaram o ensino fundamental. “Por isso, adaptamos conceitos complexos de administração à realidade delas, com explicações simples e práticas.”
Uma das lições aprendidas por Helenice – e que ela promete nunca esquecer – é a preocupação com a apresentação dos produtos. “Usávamos muitas sacolas, umas cafeteiras antigas e feias. Aprendi que era importante me preocupar com a imagem”, diz a empreendedora. Com as mudanças, o negócio passou a faturar até R$ 6 mil por mês.
Rede de lanchonetes
Além dessa ajuda, o instituto também criou uma rede de lanchonetes chamada Espaço Solidário nas cinco unidades da Whirlpool (dona da Cônsul no Brasil). Todos os alimentos vendidos nessas lanchonetes são produzidos pelas empreendedoras do programa, mas não há cobrança de aluguel. Só nesses estabelecimentos, o trabalho das mulheres gera uma renda mensal de R$ 1.125 a cada uma.
Com os Espaços Solidários, a demanda aumentou muito. Por isso, as empreendedoras decidiram formar um grupo para fabricar lanches e doces. A primeira iniciativa da equipe foi montar carrinhos com todos os quitutes para vender nos andares dos prédios da Whirlpool. “Muita gente não tem tempo de descer até a lanchonete, então elas mesmas deram essa ideia”, diz Érica. A empreitada deu tão certo que ficou popular no mundo corporativo. Hoje, outras duas empresas adotaram os carrinhos das empreendedoras: a assessoria de imprensa In Press Porter Novelli e a fabricante de bebidas Bacardi. “É muito bom ver uma ideia que começou tão pequena crescer assim. Hoje eu trabalho 8 horas todos os dias. Consegui trocar de carro e reformar minha casa. Foi uma mudança muito boa.”
Consulado seleciona grupos de lavanderia e alimentação
O Instituto Consulado da Mulher está selecionando em todo país 20 grupos de trabalho que tenham como base serviços de lavanderia e alimentação. Os escolhidos receberão assessoria do Consulado, doação de eletrodomésticos Cônsul e capacitação em gestão e economia solidária.
Os dez primeiros colocados contam com R$ 5 mil reais para investimento na infraestrutura do espaço de produção.
Para participar, os grupos devem ter característica popular e coletiva, lideranças femininas atuantes, 70% do grupo com renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo mensal, no mínimo seis meses de existência, infraestrutura mínima para a instalação de eletrodomésticos para produção, possibilidade de crescimento e emancipação do negócio e ser composto por, no mínimo, 70% de mulheres.
As inscrições podem ser feitas até o dia 23 de abril pelos representantes legais do grupo. Para conhecer os pré-requisitos e fazer o download da ficha de inscrição, acesse o site http://consuladodamulher.org.br/usinas2014/

O que é
O Instituto Consulado da Mulher é a principal ação de responsabilidade social da Cônsul, marca da Whirlpool Latin America. Criado em 2002, o Consulado foi idealizado com a missão de estreitar o relacionamento com a comunidade do entorno e de promover melhorias na qualidade de vida da população. Tendo as mulheres e suas famílias como seu principal foco, o Consulado da Mulher atua diretamente nas cidades onde a Whirlpool mantém operações: Joinville, Manaus, São Paulo e Rio Claro e, indiretamente, em outras 51 cidades do Brasil.
A Cônsul realizou, em 2010, um investimento de R$ 3,4 milhões no Instituto, que retornou em faturamento total para os empreendimentos no valor estimado de R$ 4,32 milhões, beneficiando 1.399 pessoas de maneira direta e outras 3.883 de forma indireta. Desde 2005, a marca já investiu mais de R$ 20 milhões no Consulado.

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