Instituições bancárias esperam juros mais altos neste ano

Os juros básicos do país devem subir com mais força até o final deste ano e devem cair mais vagarosamente no ano que vem, segundo expectativa das áreas econômicas dos bancos, revelada em pesquisa da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), divulgada na terça-feira.
Em junho, o levantamento da Febraban mostrava a maioria dos bancos acreditava que a taxa Selic encerraria o ano em 14,25%. Na pesquisa de ontem, essa projeção subiu para 14,75%. O maior ajuste, no entanto, ficou por conta da expectativa para dezembro de 2009: a taxa Selic prevista saltou de 12,50% para 14%.
“Os analistas indicam que a retomada de um ciclo de baixa na taxa de juros ocorra de forma mais lenta e gradual”, afirma o economista da entidade, Nicolas Tinga.
“Dentro do cenário internacional, os fatores mais citados pelos analistas como relevantes para mudanças nas expectativas são: reavaliação nos preços das commodities; deterioração da economia norte-americana; aumento da pressão inflacionária no cenário global; e diminuição da taxa de crescimento na economia global”, acrescenta.
Há, no entanto, um dissensão importante entre os bancos pesquisados: 79% das instituições financeiras ouvidas acreditam que o atual ciclo de aperto monetário será conter suficiente para conter a inflação nos termos desejados pelo governo. Isto é, acreditam que o choque nos juros vai trazer para o centro da meta (4,5%) em 2009. Outros 21%, no entanto, avaliam o choque atual ainda não será suficiente, quer dizer, em tesem
Apesar da expectativa de que os juros subam ainda mais neste ano, os economistas dos bancos não revisaram para baixo suas projeções para o crescimento da economia. A taxa esperada de crescimento do PIB (soma das riquezas produzidas no país) continua em 4,79%, com expectativa de 3,90% para 2009.
A pesquisa da Febraban foi feita junto aos 33 bancos associados da federação, entre eles, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, entre outros.

Juros sobre investimentos

O empresariado brasileiro espera um efeito menor da alta dos juros básicos na produção e investimento no país. A constatação é de levantamento realizado pelo Bradesco junto a cerca de 1.600 instituições. Na última reunião, o Banco Central elevou a Selic para 13% ao ano.
De acordo com o diretor de pesquisa em estudos econômicos do banco, Octavio de Barros, a visão do empresário é bem mais positiva se comparada a cenários semelhantes de aperto monetário em 2004. “Há um conjunto de informações novas que fazem com que o empresário tenha uma leitura mais construtiva de seu negócio. Ele confia que o aperto é temporário e necessário. Por outro lado, sabe que o país tem fatores positivos como grau de investimento e reservas de US$ 200 bilhões. São fatores que que confortam qualquer decisão de investimento, seja empresário brasileiro ou estrangeiro”, afirmou.
O Bradesco projeta que a inflação em 2008 vá estourar o teto da meta, chegando a 6,7%. A meta do governo é de 4,5% ao ano, dois dois pontos percentuais de tolerância.
Barros ponderou, no entanto, que pelo cenário de preços de commodities observados ontem e da taxa de câmbio projetada, existe a possibilidade de que a inflação fique abaixo de 6,5% ao ano.

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