Instauração de CPI é adiada na Aleam

A instauração da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da pedofilia na Aleam (Assembleia Legislativa do Amazonas) foi adiada novamente. Na reunião, com os parlamentares que assinaram o requerimento, o deputado Sinésio Campos (PT) solicitou que o pedido deve ser examinado antes pela procuradoria da Casa. Pedido acatado pelo deputado Belarmino Lins (PMDB), que estava no comando da reunião.
Com o pedido, a instauração da CPI não tem prazo para acontecer, já que a análise da procuradoria não tem prazo definido pelo regimento interno. Obedecendo apenas o princípio da razoabilidade. O autor do pedido de criação da CPI, deputado Luiz Castro (PPS), considerou a medida uma manobra protelatória utilizada pelos deputados Sinésio Campos e Belarmino Lins para que a CPI não aconteça. “Imaginam que se ficar para depois, todo mundo vai esquecer. Essa é a estratégia que noto que está sendo utilizada por aqueles que fingem que são a favor da CPI, mas na verdade são contra”, reclama.
O deputado Sinésio Campos, rebateu afirmando que o pedido é fruto da preocupação que a CPI possa ser descontinuada no futuro. “Está no regimento e na Constituição Estadual. O que queremos é exatamente que a procuradoria da casa se manifeste para que não possa se ter nenhum processo de descontinuidade, de se abrir uma CPI sem levar em consideração os parâmetros legais. Por que pode ocorrer depois de ação contra qualquer tipo de decisão da CPI”, se defende
Segundo Luiz Castro, os deputados estão com o documento desde quarta-feira e o pedido poderia ter sido realizado anteriormente.“Como a reunião estava marcada para hoje, inventaram essa manobra para não haver reunião. Em um momento em que o presidente da Casa não estava dirigindo os trabalhos. Estava o deputado Belarmino”, reclama.
Luiz Castro acusa os deputados de tentar empurrar a criação da CPI para depois do carnaval. “Percebo que alguns deputados que assinaram não estão confortáveis, não sei por quê. Não estão confortáveis com a CPI. Assinam, mas fazem críticas, ressalvas, que achavam que não precisavam. Querem e não querem. É o caso do deputado Sinésio que se contradiz a cada 10 palavras que ele fala”, comentou o deputado, se referindo ao fato do deputado Sinésio ter dito que não assinaria a CPI, mas ter voltado atrás após a adesão de outros parlamentares.
Sinésio afirma que há o interesse de que a CPI tenha prosseguimento e quer que as providências sejam tomadas. “Eu assinei a CPI e quero que as providências sejam tomadas. O regimento deixa claro que ações como essa, que botam em curso as decisões da Justiça e MP, devem ser vistas pela procuradoria. Como legislador não posso me esquecer de colocar essas observações. Foi acatado pelo presidente da casa por que estava chancelado no regimento interno e na constituição estadual”, afirma.

Atentados em Coari

Autor do pedido de CPI o deputado Luiz Castro, afirmou que há vários cidadãos de Coari que estão denunciando que estão sendo ameaçados por pessoas ligadas ao prefeito da cidade Adail Pinheiro. Luiz Castro conta que nessa semana houve outro atentado que já está sendo investigado pelo Ministério Público.
O deputado Sidney Leite (DEM), sugeriu que os deputados solicitem da Secretária de Segurança do Estado e da Polícia Federal uma intervenção em Coari para garantir a proteção das testemunhas e conter a onda de atentados e ameaças. Os deputados avaliam montar uma comissão para ir até a SSP. Para Luiz Castro, é necessário que o Estado tenha um cuidado diferente com a cidade de Coari nesse momento. “Seria uma vergonha para o Amazonas ter que vir a força nacional”, conclui.

Coari vive onda de medo e terror

O deputado estadual Luiz Castro (PSB) denunciou, em seu pronunciamento desta terça-feira (18), no plenário da Aleam (Assembleia Legislativa do Amazonas), a “onda de medo e terror” que estaria amedrontando os moradores do município de Coari (a 363 quilômetros de Manaus). Segundo o parlamentar, vários atentados aconteceram no município recentemente, sendo o último um atentado à bala contra a casa de um dos desafetos do prefeito Adail.
Segundo o deputado, na semana passada, uma mensagem explícita por meio do whatsapp ameaçava queimar a casa de dois idosos pelo fato de uma neta do casal ser uma das denunciantes de crimes de abuso sexual que seria cometido pelo senhor Adail. “Uma das testemunhas disse que acordou pela madrugada com um tiroteio, ficando escondida, porém, ao sair para trabalhar na manhã deparou com o seu cachorro morto a tiros”, disse.
Luiz Castro disse ainda que alguns cidadãos coarienses denunciaram que são ameaçados por pessoas que passam em frente às suas casas e gritam: “Vem bala aí”. Para o deputado, não se trata de um grupo político; é banditismo puro, como forma de intimidar as pessoas para impedir que mantenham suas denúncias contra o prefeito do município. “São bandidos que se apossaram do poder, cuja prefeitura se tornou uma mina rica e não querem perder os lucros que obtêm”, enfatiza.
O deputado defende um posicionamento firme da Assembleia no sentido de instalar o mais rápido possível uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar crimes contra a pedofilia no Estado. “Será uma forma de colaborar com a CPI nacional, já que podemos aprofundar e ampliar o leque de investigações com relação a mais de 50 processos que correm na Justiça, sendo a maioria de corrupção envolvendo pedofilia”, menciona.

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