13 de abril de 2021

Inpa debate preservação de obras raras

Obras que resistiram à ação do tempo e continuam, ao longo dos séculos, disponíveis para consulta da humanidade. Trata-se de materiais científicos raros, muitos encontrados apenas no Amazonas, mais especificamente no Inpa

Obras que resistiram à ação do tempo e continuam, ao longo dos séculos, disponíveis para consulta da humanidade. Trata-se de materiais científicos raros, muitos encontrados apenas no Amazonas, mais especificamente no Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia).
Para se ter uma ideia, a obra estrangeira mais antiga, que tem origem espanhola, data de 1684, assinada por Manuel Rodriguez de Acosta, e a brasileira, de 1749, com autoria de Bernardo Pereira de Berredo.
Segundo o coordenador do projeto Memória da Ciência e da Cultura da Amazônia, William Gama, ligado à Aspi (Associação dos Pesquisadores do Inpa), existem no acervo do Instituto cerca de 3 mil títulos raros. A maioria é dos séculos 18 e 19, que precisam ser restaurados e digitalizados.
Gama informou que boa parte das obras raras foram herdadas do Museu Botânico do Amazonas, fundado durante o período de 1882 a 1889. “O museu foi organizado pelo pesquisador João Barbosa Rodrigues, um dos maiores botânicos do mundo, a pedido do imperador do Brasil, na época. Grande parte do acervo está relacionado às áreas de botânica e zoologia”, disse.
Para discutir a problemática da segurança e preservação dos títulos, a gerente do Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras, Rosangela Rocha Von Helde, e o coordenador de Preservação da Biblioteca Nacional, Jayme Spinelli, virão a Manaus. Eles participarão de uma palestra nesta sexta-feira, a partir das 9h, na sala de seminários da biblioteca do Inpa. Na pauta, os procedimentos técnicos a serem utilizados na identificação, organização e conservação desses acervos, conforme as normas adotadas pela Biblioteca Nacional.
Durante a visita, eles também irão realizar visita técnica ao setor de obras raras da biblioteca do Instituto. A expectativa é de que a partir desta visita seja elaborado um projeto para restaurar e digitalizar o acervo de obras raras. “O objetivo é manter viva essa memória. Existem obras que são belíssimas, de grande valor. Algumas escritas e desenhadas à mão”, afirmou Gama.
Com a iniciativa do “Projeto Memória da Ciência e da Cultura na Amazônia”, realizado pela Aspi por meio de Convênio de Cooperação Científica e Cultural com o Inpa, o evento inicia às 8h15 com a apresentação de um vídeo. Em forma de documentário, o vídeo conta a trajetória da criadora da biblioteca do Inpa, professora Algenir Ferraz Suano da Silva.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email