Inovação e bom gosto marcam edições da Fiam

A Feira Internacional da Amazônia (Fiam) já integra o calendário na­ci­o­nal de grandes eventos, certamente o mais importante da área empresarial dentro da Amazônia Brasileira e o único com um conceito ambiental estrategicamente incutido.
“A Fiam é uma ação efetiva de divulgação das potencialidades da Amazônia, e do Brasil, visando à atração de investimentos e à geração de negócios para a região”, ressaltou o secretário do Desenvolvimento da Produção, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Meziat.
Tão importante quanto expor as novidades no mercado local é promover o intercâmbio comercial com outros paí­­ses. Esse ano, segundo o coordenador do Núcleo de Promoção Comercial da Su­perintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Jorge Vasques, a América do Sul participará em peso. Além das nações vizinhas, os Estados partícipes da Amazônia Brasileira também estão com seus espaços reservados, cada qual trazendo sua amostra institucional e um portifólio de produtos regionais de maior destaque.
“A proposta da Feira é que as instituições exponham suas vitrines de produtos, aqueles com maior potencial, para, eventualmente, tentar conseguir parceiros para novos investimentos”, explica Vasques.
Na edição do ano passado, a Rodada de Negócios teve um saldo de US$ 10 milhões em negociações realizadas por 190 micro e pequenas empresas, compradores locais e de outros Estados e países, a saber, Espanha, Chile, Alemanha, Portugal, Estados Unidos e Canadá. Esse quantitativo espera ser superado esse ano em 20%.
“É um número que pode surpreender a todos. Acima de tudo, não podemos nos decepcionar se o volume de negócios firmados ficar entre US$ 9 e US$ 8 milhões. Não entenderemos isso como uma regressão”, diz Vasques.
Para a 5ª edição, será disponibilizado um número maior de compradores, principalmente de outros países e dos nove Estados da Amazônia Brasileira. Ao todo, 27 empresas participarão das rodadas, sendo 12 internacionais (vindo dos Estados Unidos, Suécia, Palestina, Uruguai, Equador, Peru e Chile) e 15 brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Alagoas, Maranhão e Paraná).
“Com as rodadas de negócio, nosso objetivo é fazer com que as micro e pequenas empresas se insiram no mercado internacional, que possam exportar dentro de padrões de qualidade já fixados. A Fiam possibilita essa preparação e fornece a oportunidade de contato com compradores”, salienta o coordenador.
Na Rodada de Negócios, as empresas regionais puderam apresentar seus produtos e fechar contratos com mercados variados. Entre as vendas fechadas, destacou-se a exportação de duas toneladas de guaraná orgânico para a Espanha e Alemanha, feita por um produtor do município amazonense de Urucará. Bombons de chocolate recheados com essências de frutas tropicais, mel, licores, cosméticos e artesanato também fizeram sucesso.
Na 5ª edição da Feira, o Estado do Amapá, de acordo com Vasques, trabalhará fortemente a questão do açaí e da castanha.

Números

Em 2008, a Fiam reuniu aproximadamente 340 expositores totais, entre indústrias, fundações, produtos regionais, consultoria etc., e cerca de dois mil participantes compareceram aos seminários.
Durante os quatro dias de evento, a comissão organizadora computou um total de 100 mil visitantes.
A presença de empresários internacionais foi outro ponto de destaque da Fiam 2008. “Pelo menos mil visitantes de outros países, como Japão, Estados Unidos e de nações da Europa participaram da Feira Internacional da Amazônia”, comemorou Vasques.

Novidades

A Fiam 2009 será sinônimo de bom gosto e requinte. “Esse ano, pela primeira vez, sediamos um evento internacional, o Wine&Fashion Florence, direto de Toscana, na Itália, ligado à arte, moda e culinária italiana”, informou Vasques.
Haverá duas Rodadas de Negócio, uma específica para o segmento de turismo e outra voltada para a exposição de produtos regionais (artesanato, fitoterápico, fármacos etc.).
Na seção de exposição, entre os 190 estandes previstos, o destaque vai para o de Produtos Orgânicos da Amazônia. No Amazonas, as experiências mais destacadas na produção de alimentos orgânicos são o açaí do município de Codajás e o guaraná produzido nos municípios de Maués e Urucará. Por já contarem com selos de certificação de produção orgânica, esses produtos possuem grande inserção, sobretudo, no mercado internacional. O açaí orgânico de Codajás, por exemplo, é vendido integralmente no mercado dos Estados Unidos.

Pavilhão

O público visitante da Fiam 2009 também vai se deparar com um amplo espaço de exposição do setor produtivo regional e da expressão cultural Amazônica. O Pavilhão da Amazônia compreende uma área de mil metros quadrados, toda climatizada, destinada para a comercialização e lançamentos de produtos da Amazônia, promoção de eventos de responsabilidade social e ambiental e cultural.
Entre as atrações do Pavilhão, produtos selecionados a partir das cadeias produtivas de fruticultura, piscicultura, produtos florestais, florestais não madeireiros, biocosméticos e cerâmicos, serão apresentados como exemplos da potencialidade econômica regional.
Esses produtos são trabal­hados por micro e pequenas empresas instaladas na Amazônia Legal, que compreende os Estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e parte do Maranhão.

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