14 de abril de 2021

Iniciação científica para estudantes indígenas ganha reforço do Paic

Estudantes indígenas têm agora um incentivo a mais para concluir a graduação, pois podem contar com a ajuda do Paic-Indígena (Programa de Apoio à Iniciação Científica Indígena do Estado do Amazonas), que disponibiliza 96 bolsas para ajuda financeira

Estudantes indígenas têm agora um incentivo a mais para concluir a graduação, pois podem contar com a ajuda do Paic-Indígena (Programa de Apoio à Iniciação Científica Indígena do Estado do Amazonas), que disponibiliza 96 bolsas para ajuda financeira. O programa da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas) funciona em forma de fluxo contínuo ao longo do ano. Foi o que ressaltou a diretora técnico-científica da fundação, Patrícia Sampaio, na abertura do Seminário do PPOPE (Programa Amazonas de Apoio à Pesquisa em Políticas Públicas em Áreas Estratégicas), que se encerrou ontem. Os recursos destinados este ano foram cerca de R$ 414 mil.
Discutir a realidade indígena com intuito de informar o público e formular políticas públicas de turismo, pesca e saúde indígena foi o objetivo do evento.
Além de propiciar a troca de experiências culturais entre comunidade científica e lideranças indígenas, o seminário visava apresentar os resultados de projetos de pesquisas desenvolvidos pelo PPOPE.
A razão do programa é apoiar com recursos financeiros, pesquisas que possam beneficiar a formulação e a implementação de produtos, processos e inovações tecnológicas vinculados às políticas públicas do Governo do Estado do Amazonas.
Os três projetos apresentados foram: “Como será que os povos indígenas desejam e querem a saúde pública? Um caso: mansonelose no Amazonas”, de Victor Py-Daniel, e “Gestão de manejo comunitário de recursos pesqueiros na terra indígena Eware, Alto Solimões”, de George Rebelo, ambos pesquisadores do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia); e o projeto do pesquisador da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), Jefferson da Cruz, “Turismo e etnoconservação na bacia do Baixo Rio Negro”.
Para o pesquisador George Rebelo, o seminário é a oportunidade de partilhar dados empíricos, descobertas e conclusões sobre seu projeto e questionar a visão da sociedade em relação aos povos indígenas. “Esperamos que a sociedade compreenda que as demandas indígenas não são isoladas, mas vinculadas com nossas próprias políticas ou com a falta delas. As políticas públicas, em contexto multicultural, precisam ser mais criativas e mais integradoras do que políticas similares na nossa sociedade industrial”, concluiu.

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