Inglês ainda é diferencial

Inglês se mantém no topo do ranking das exigências, acompanhado de perto pelo espanhol

Em tempos de mudanças no mercado corporativo, as competências exigidas aos candidatos foram renovadas. Para a disputa por melhores cargos e salários ou a busca por novas oportunidades é cada vez maior a exigência do domínio de um segundo ou terceiro idioma. O inglês continua na frente, mas francês, alemão e até mandarim podem fazer a diferença. De acordo com a gerente comercial da Perfil Humano RH, Alessandra Vieira Martins, o inglês se mantém no topo do ranking das exigências, acompanhado de perto pelo espanhol. “As multinacionais de médio para grande porte necessitam da fluência em inglês para seus executivos, ou melhor, para grande parte dos postos disponíveis aos colaboradores”, explica a executiva.

Com atuação no mercado há seis anos, a empresa promove recrutamento e seleção de profissionais, com atendimento a uma carteira de 100 empresas de médio e grande porte. “Hoje temos cerca de 200 vagas ao mês, e acredito que uma média de 10% destes postos exigem a fluência do segundo idioma”, conta Alessandra. Para a executiva, a exigência, na maioria dos casos, é para as funções e cargos estratégicos para as empresas, como diretorias-executivas e postos de gerência.
Diante das mudanças do mercado, os jovens ganham espaço nas empresas também em virtude da facilidade de aprendizado. “A juventude está apta e conta com facilidade maior para o aprendizado de um idioma, mas temos veteranos que buscam cursos intensivos e encontram disposição para buscar crescimento na carreira, e isso surpreende”, reflete. “A realização de eventos esportivos no país mostrou um crescimento das pequenas empresas, em especial do varejo, que necessitam ter em seus quadros alguém que fale o inglês, para atendimento ao público estrangeiro. Isso mostrou uma renovação e interesse dos funcionários que buscaram o aprendizado”, completa.

“No passado, o inglês era um diferencial, mas hoje, juntamente com o espanhol, é essencial”, explica Alessandra, que completa: “O mandarim, o alemão, o francês, o italiano são línguas diferenciais no currículo atual”. Para finalizar, Alessandra pontua que profissionais das áreas de Engenharia, Comunicação, Marketing, Tecnologia da Informação e Administração hoje necessitam de fluência em um idioma no currículo, em especial, o inglês, pois 100% das vagas em disputa exigem esse critério. “Principalmente aqueles que buscam boas oportunidades em multinacionais.”

Idioma universal

Com ensino do idioma inglês exclusivamente para o público adulto, a Wall Street English marca presença no mercado corporativo há seis anos. “Já conduzimos um pesquisa com os alunos e detectamos que 90% estão no terceiro curso de inglês. O inglês se tornou eliminatório nos processos seletivos e essa questão elevou a demanda pelos cursos”, pontua a gerente nacional de operações da escola, Carol Olival.
Segundo a executiva, ao contrário de décadas passadas, quando as corporações realizavam investimentos nos próprios funcionários, hoje as empresas buscam a mão de obra já capacitada. “Atualmente, o que vemos são parcerias e convênios em que são oferecidos descontos para alunos e não mais a totalidade do pagamento de um curso. Quando isso acontece, percebemos que são para executivos de escalão superior, que não chegam à escola para aprender, mas sim para se reciclar”, afirma.
Com mais de 1.200 alunos, a escola mantém flexibilidade de horários e a construção de plano de ensino, de acordo com o grau de conhecimento do aluno. “Trabalhamos com cursos personalizados com foco no som e não na escrita, pois as empresas valorizam o profissional se comunicar verbalmente, pois sabem o quão difícil é ter um profissional quase nativo no idioma”, completa a executiva da escola, que oferece cursos entre R$ 350 a R$ 2,5 mil ao mês.
“O público corporativo não é fiel, por buscar uma necessidade imediata, além da dificuldade de horários”, pontua a coordenadora Pedagógica da escola de idiomas PBF, Luciana Andrade. “Contamos com essa demanda de alunos tanto nas grades de inglês quanto para o espanhol”, complementa.
Com 105 unidades no país e mais de 50 mil alunos, a rede mantém força entre o público jovem, mas conta com cerca de 40% do público executivo: “Tudo depende da região. Em Guarulhos, por exemplo, temos uma unidade próxima ao aeroporto que mantém a quase totalidade ao público corporativo”, sintetiza a coordenadora da rede, com cursos cujo valor médio é de R$ 1,3 mil por semestre.

Hablas espanhol?

De acordo com estudo realizado em 2013 pela consultoria PageGroup, apenas 9% dos executivos possuem fluência em espanhol. A pesquisa revelou que em São Paulo está concentrado o maior percentual de profissionais fluentes, 12%, seguido pelas regiões Norte e Nordeste (11,7%). O Rio de Janeiro e o Sul do país contam com 8,2% e Minas Gerais com 5% de fluência no idioma.

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