Infraestrutura frustra empresas

A um mês do início da Copa do Mundo a falta de obras de infraestrutura em Manaus frustra as empresas de turismo do Estado. O mais novo problema, envolvendo o aeroporto Eduardo Gomes, uma das poucas obras que avançaram no cronograma original para o mundial, liga o sinal de alerta das empresas que já admitem dificuldade para trazer os turistas de volta a região após o evento da FIFA.
A exatos 31 dias do início do mundial, a empresa que administra o estacionamento do aeroporto Eduardo Gomes teve seu alvará cassado pela Semef (Secretaria Municipal de Finanças), a pedido do Procon, por descumprimento da lei que estabelece a tarifa fracionada de estacionamento. O problema ocorre em um período que se espera aumento da demanda do aeroporto em virtude do mundial. Vale ressaltar que as obras do Aeroporto também não estarão totalmente concluídas até o mundial.
“Criou-se uma expectativa muito grande e as coisas não aconteceram. Sabemos que o Aeroporto não estará pronto e sempre surgem novos problemas. O mais importante era poder apresentar bem a cidade, para gerar o efeito pós-Copa. A Copa deveria servir para que fizéssemos os investimentos em infraestrutura e termos a oportunidade de apresentar uma cidade que funciona. Agora é tentar fazer o melhor possível para que a experiência não seja muito negativa”, criticou o presidente do Sindetur (Sindicato das Empresas de Turismo do Amazonas), Mário Tadros.
Mário lembra que mesmo após a finalização das obras no Aeroporto ele ainda não terá a infraestrutura adequada para atender as necessidades. “Continuamos reivindicando uma segunda pista, fundamental para quem não tem aeroportos próximos. O de grande porte mais próximo do nosso é Belém, distante duas horas”. Os outros aspectos como sinal de internet, problemas com energia elétrica, mobilidade urbana, limpeza pública e segurança também são colocados como entraves que dificultarão a volta dos turistas à cidade.
“Tinha-se toda uma expectativa. A internet vai melhorar? Não vai. Aeroporto vai estar pronto? Não vai. Mobilidade Urbana? Não tem. Não se pode achar que Copa se faz só de estádio ou rede hoteleira”, lamenta. A falta de clientes após o mundial já é uma preocupação real das empresas. Segundo Mário Tadros a rede hoteleira se reforçou para o evento, mas não deve colher o fruto pós-Copa, o que irá gerar um ônus com excesso de cômodos que não serão preenchidos nos outros dias do ano. “Não sei se vamos conseguir trazer esse turista de volta. Vamos receber visitantes de países com cidades organizadas e tínhamos que ter sido mais cuidadosos. A Copa é quinze dias, com espaço. E quem irá utilizar essa infraestrutura depois da Copa? E os outros 355 dias? Isso é uma preocupação”, reclama.
Além das deficiências do Aeroporto outras grandes obras anunciadas em 2010, quando Manaus foi escolhida cidade- sede, não saíram do papel. O BRT (Bus Rapid Transit), o monotrilho, Memorial Encontro das Águas e a revitalização do Porto de Manaus são alguns dos exemplos de obras que já foram descartadas ou não estarão nem perto de serem concluídas até o mundial. Com isso apenas a Arena da Amazônia deve estar 100% entregue até o início dos jogos. A mobilidade urbana, principal deficiência da cidade, ficou sem ver uma obra real que melhorasse sua estrutura.

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