14 de abril de 2021

Infraero pede 20 dias para normalizar serviço

A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) já contratou aproximadamente 100 empregados para solucionar o problema na demora da liberação das mercadorias para as empresas do PIM

A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) já contratou aproximadamente 100 empregados para solucionar o problema na demora da liberação das mercadorias para as empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus). Até o momento, o quadro operacional foi reforçado com funcionários vindos de unidades de outros estados.
Além da força-tarefa, foram chamados as pessoas classificados em concurso público para a estatal e outros funcionários terceirizados tiveram seus períodos de contratos ampliados. Ao todo, a Infraero disponibilizou mais de 400 funcionários para trabalharem no Teca (Terminal de Cargas) do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes.
De acordo com o superintendente do aeroporto, Rubem Ferreira Lima, o problema da demora na liberação das cargas iniciou em função do número incomum de voos. “No começo de março, a quantidade aumentou. Temos a infraestrutura necessária. Entretanto, a situação mudou rápido demais, com o crescente número de aviões chegando com as cargas.Para que esse problema acabe, estamos trabalhando em tempo integral, inclusive aos sábados, domingos e feriados”, ressaltou.

Cadeia de logística

O superintendente avisou ainda que já foram feitas reuniões com os empresários do PIM para prestar esclarecimentos e assegurar que a situação deve ser normalizada nos próximos 20 dias. “Deve-se entender que o processo não depende apenas da Infraero, mas de toda uma cadeia de logística envolvendo empresas aéreas e terrestres, além de alguns órgãos públicos, como a Receita Federal. Ou seja, a questão não é apenas quanto ao número de empregados, até porque outros funcionários já foram contratados para atendermos a todas as demandas o mais rápido possível”, asseverou.
Para Lima, outros problemas atípicos também causaram a demora na liberação das mercadorias, como a greve no setor de aviação na Ásia e na Europa, o aumento na importação durante o primeiro trimestre do ano, a alteração nos perfis de fabricação de insumos e a mudança de transporte de cargas por via fluvial para via aérea. O superintendente informou que as cargas devem ser liberadas mais rapidamente assim que a quantidade de voos trabalhados for regularizada.
No que diz respeito à falta de cuidados com as cargas, Lima informou que as mercadorias estão protegidas com lonas, tendas e demais materiais que possam evitar qualquer tipo de dano.

PIM teme perda de mercado

Para o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Maurício Loureiro, não há como calcular os prejuízos durante esses 20 dias. “O que podemos afirmar é que a demora vai causar a perda na oportunidade de mercado. O atraso na liberação atrasa a produção e, por conseguinte, a entrega dos produtos para os fornecedores. Não há como mensurar os prejuízos de cada indústria”, desabafou.
Loureiro frisou ainda que os funcionários continuam com seus empregos garantidos. “O mercado está bastante aquecido e, por isso, têm condições plenas de absorver a mão-de-obra”, garantiu.
Em reunião com o presidente da Infraero, Murilo Marques Barboza, a bancada federal do Amazonas solicitou mais planejamento da empresa para contornar a situação. No encontro, o presidente pediu mais prazo para solucionar as dificuldades.
Para o deputado estadual Marcos Rotta (PMDB), os problemas não são restritos ao PIM. “Em ano de Copa do Mundo, em período de alta na produção industrial para atender as encomendas do Dia das Mães, é inconcebível justificar as falhas com um simples. Isso não justifica o prejuízo causado não somente ao PIM, mas também à sociedade. Uma vez que neste momento, também aumenta o número de contratação de mão de obra. Mas sem insumos para produzir, também não há como contratar”, finalizou.

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