Infra-estrutura e energia são áreas promissoras no Brasil

A economia brasileira atravessa um momento favorável e oferece boas oportunidades de investimentos, especialmente nos setores de infra-estrutura e energia. Essa avaliação foi feita no último 25 de agosto, durante o 26º Encontro Econômico ­Brasil-Alemanha.
O evento, promovido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e sua congênere alemã, a BDI, foi realizado no período de 24 a 26 de agosto, em Colônia, cidade da Alemanha.

Recuperação econômica

Nas mesas de discussão, os alemães elogiaram a recuperação econômica e listaram as razões para suas empresas investirem no Brasil. O presidente da BDI, Jürgen Thumann, destacou que, recentemente, o Brasil conquistou o grau de investimento das agências de classificação de risco Fitch e Standard & Poor’’s e deve aplicar cerca de 200 bilhões de euros até 2010 em obras de infra-estrutura do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Trem bala

Além disso, o país prepara a Copa do Mundo de 2014. Um projeto que cativou os alemães é o do trem-bala, que deve ligar o Rio de Janeiro a São Paulo, cuja licitação está marcada para 2009. “De trilhos nós entendemos”, disse Thumann. Segundo ele, o projeto é “interessantíssimo” para a indústria alemã.A expectativa dos empresários brasileiros é que o entusiasmo dos alemães se transforme em investimentos na área de infra-estrutura. De acordo com o diretor-executivo da CNI, José Augusto Coelho Fernandes, as parcerias bilaterais precisam ser ampliadas. “A indústria alemã deve aproveitar as oportunidades de investir em infra-estrutura no Brasil. Um dos grandes objetivos do encontro é trabalhar justamente nessas questões”, completou. Ele explicou que o evento ajuda a construir uma agenda de contatos entre os empresários e a identificar os obstáculos às parcerias e ao comércio entre os dois países.

Interesse no combustível

Outra área que pode incrementar o comércio entre os dois países é a de biocombustíveis. “Queremos criar um mercado para o etanol. A meta do Brasil é fazer com que o produto tenha uma cotação internacional e seja vendido como petróleo”, explicou Fernandes. Para isso, o país precisa abrir o caminho das exportações e espera que a Europa use o álcool na mistura com a gasolina.
Mas isso depende da mudança das políticas européias. Os biocombustíveis enfrentam resistência da opinião pública na Europa, que associa a produção de cana-de-açúcar ao desmatamento da Amazônia. “O Brasil e a Alemanha têm um futuro de parcerias muito promissor na área de biocombustíveis. Mas precisamos mostrar às pessoas que a produção de etanol não tem nada a ver com a produção de alimentos”, afirmou Jürgen Thumann. Para saber mais sobre o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, acesse o site www.encontrobrasilalemanha.com.br.

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