Informação, os sonhos e o turista

Se a informação é hoje o principal bem da humanidade não é de se admirar que uma estrutura tecnológica de apoio tenha sido (e continue sendo) desenvolvida para que este conhecimento possa ser administrado, disponibilizado, acessado e digerido.

A boa e correta gestão da informação está diretamente ligada à sociedade contemporânea, funcionando como um combustível cotidiano, ou seja, de sua eficiência depende o desempenho dos diversos setores econômicos, sociais e culturais em qualquer país do mundo. Se a informação é hoje o principal bem da humanidade não é de se admirar que uma estrutura tecnológica de apoio tenha sido (e continue sendo) desenvolvida para que este conhecimento possa ser administrado, disponibilizado, acessado e digerido.
Por outro lado, o mundo no século XXI felizmente impulsiona o homem a dedicar-se mais a si próprio, em sua qualidade de vida, graças a um aparato tecnológico que o permite reservar mais tempo ao lazer, descanso e viagens, sem comprometer sua atividade profissional. Para isso, um conjunto de alternativas foi criado, desenvolvido e aperfeiçoado ao longo das duas últimas décadas, possibilitando o trânsito das informações de uma forma mais acessível, fácil e completa.
Mas de nada adianta existir este aparato se os setores responsáveis pela sua correta aplicação não o disponibilizam corretamente. Um exemplo disso está na programação de uma viagem: o cidadão tem totais condições de ser informado corretamente sobre a estrutura do hotel, as condições das estradas, dos pontos e preços de pedágios, da previsão do tempo durante a viagem, da estrutura hospitalar das localidades, das principais atrações ao longo de seu percurso, das opções gastronômicas e suas especialidades, das despesas com taxas de serviço, das opções de roteiros de visitação e uma série de outras informações que só vão fazem com que ele possa planejar melhor seu lazer. Mas, convenhamos; isso é oferecido hoje para o turista brasileiro e para o estrangeiro que nos visita? Os setores responsáveis pela máquina turística (agências, operadores, rede hoteleira, transportadoras, poder público, etc.) estão realmente preocupados com isso?
Evidentemente existem exceções. Temos que elogiar a iniciativa, ainda que pequena, da Prefeitura do Rio de Janeiro, de disponibilizar Internet sem fio grátis para quem estiver na Praia de Copacabana. Os turistas e frequentadores do local com seus notebooks, pda’s e celulares 3G, agradecem.
Mas, no geral, a tecnologia disponível nos dias de hoje é subutilizada justamente na prestação de serviço para que o cidadão desfrute de momentos de prazer, descanso e de reequilíbrio de suas energias. Será que apenas catálogos e folders são suficientes para informar corretamente o turista? Onde estão a interatividade e a utilização de recursos virtuais e de convergência de mídias. Na verdade, o que acontece é que muitos empresários ainda acreditam que basta somente vender a viagem para o turista. Ora, isso era no tempo do “êpa”!
O turista necessita acreditar que seus momentos de lazer serão a realização de um sonho e, para isso, ele necessita sonhar. E a tecnologia disponível hoje possibilita estes dois momentos: pode ajudá-lo a sonhar e o auxilia para que, durante a realização de seu sonho, suas expectativas possam ser superadas. Veja bem, disse superadas e não apenas realizadas.
Portanto, a correta gestão da informação através do amparo tecnológico não apenas trará ganhos a quem venha desfrutar de uma estrutura de apoio turístico, mas definitivamente encaminhará as empresas turísticas e os setores públicos responsáveis pela atividade para a devida e correta profissionalização. Se o empresário e o homem público olhar ao seu redor perceberá que estes recursos estão bem pertos e dependendo tão somente de um investimento mínimo se comparado à relação custo/benefício. Enquanto isso não acontece, continuaremos a amargar o gosto de ver diminutos países dando aula em desenvolvimento sustentável através do turismo, enquanto o gigante e belo país tropical permanece adormecido.

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