Estima-se que, mensalmente, mais de 700 milhões de pessoas usam as redes sociais – seja Facebook, Instagram, YouTube, ou qualquer outra. De acordo com um recente estudo realizado pela Sprout Social, cerca de 74% dos consumidores entrevistados se orientam por meio dessas redes para realizar uma compra, sendo que 84% tomam decisão com base nas opiniões de fontes confiáveis. “Isso mostra que os melhores influenciadores são aqueles que são percebidos como ‘pessoas comuns’, com experiências e opiniões próximas as do consumidor”, afirma o relatório. Recentemente, recebi um e-mail do Portal Comunique-se apresentando este estudo e foi o principal responsável pela escolha deste tema para a coluna desta semana.

O mercado de influenciadores digitais movimentou no mundo US$ 4 bilhões em 2017. E deve levantar US$ 10 bilhões em 2020, segundo levantamento da Mediakix. Os produtores de conteúdo digital cresceram em número e fama; muitos ganharam status de celebridade. Na lista dos 100 canais de Youtube mais influentes do mundo, divulgada pelo Snack Intelligence/Tubular Labs em outubro de 2018, 24 são brasileiros.

Estava lendo recentemente um artigo da Déborah Alcantara, scale-up da Endeavour, no Linkedin, em que ela diz que o Brasil é um dos países que mais valoriza as mídias sociais, mercado que se mostra gigantesco e com inúmeras oportunidades para quem trabalha produzindo conteúdo na internet.

Tratando-se de mercado digital, os influenciadores mudaram totalmente o universo online. O que começou como “look do dia” e “quais lugares frequentar”, passando por “o que eu estou fazendo agora”, estes profissionais criaram seu próprio espaço. Por meio deste ambiente, eles conseguem influenciar quando o assunto é lifestyle, viagens, bares e restaurantes, roupas, maquiagens, filmes, séries.

E o que permeia toda a base de influência destes profissionais é a qualidade da criação do seu conteúdo. E quando eu falo sobre qualidade, não estou julgando o que é bom ou ruim, mas a capacidade que cada influenciador tem de dar ao seu público a resposta mais conveniente. Vale ressaltar que o bom para este público, pode não ser o indicado para você. Essa segmentação tem sido o ouro procurado pelas grandes empresas. Ainda citando Déborah Alcântara, “ser influenciador digital é criar uma comunidade através da produção de conteúdo consistente que te represente e que você tenha real paixão. É uma oportunidade de transformar o seu produto em um negócio que gera renda e influência, além de troca, interação e conexão”.

Entendi, mas, Raquel, como que os influenciadores fazem dinheiro?

Bianca Andrade,  também conhecida como Boca Rosa, através do sucesso nas redes sociais, hoje é Youtuber, influenciadora digital, empresária e atriz brasileira

Influenciador é uma profissão como qualquer outra, em que se começa de baixo, aos poucos, com zero seguidores ou inscritos, e vai paulatinamente conquistando seu espaço mas o ponto principal é você escolher seu nicho e começar a atrair seguidores que se conectem com o seu conteúdo. Fica muito mais fácil rentabilizar o seu perfil ou canal, se você define desde o começo o tipo de produto em que você quer ser referência. Há um tempo atrás Alice Salazar era a queridinha da maquiagem no Youtube, quando criou uma pequena rede de lojas que leva o nome da Influencer. História similar aconteceu com a Bianca Andrade e sua marca “Boca Rosa Beauty”. Mas calma, você não precisa ter milhões de seguidores para ganhar dinheiro. Vou citar alguns exemplos de como pequenos influenciadores podem começar a testar sua relevância e audiência:

Alice Salazar, maquiadora profissional premiada nacionalmente e idealizadora do blog Espelho Meu. Seus vídeos de automaquiagem, com dicas para todos os perfis, somam mais de 57 milhões de visualizações no YouTube

Afiliação de produtos

Se você já tem um perfil nichado e com uma audiência consistente se formando, você pode começar a testar sua influência se afiliando a produtos digitais relacionados com o seu público. Desta forma, para cada pessoa que comprar o produto digital que você indicou, você ganha uma comissão que varia de 30% a 100% em cima do valor.

Infoprodutos

Se você comprovou sua influência através da afiliação e teve um sucesso de vendas, talvez seja a hora de você começar a pensar em ter seu próprio produto.

Patrocínio de conteúdo

Muitos começam com a habilidade de influenciar sua audiência e fazer com que elas adquiram produtos que você usa e indica. Cada vez mais, pequenas e grandes empresas estão optando por investir em influencers por conta da humanização da estratégia. “Eu não sou uma empresa anunciando, eu sou uma pessoa que você segue, admira e confia”.

Produtos autorais

Dependendo do nicho que você atua, usar sua influência para vender produtos da sua própria loja é outra forma de faturar. 

Anúncios do Adsense

O AdSense é uma ferramenta do Google para produtores digitais ganharem dinheiro exibindo anúncios de terceiros junto com os seus conteúdos, muito usado em blogs, sites e canais de youtube. É como se você alugasse um pedaço do seu espaço para o Google e neste espaço ele exibisse anúncios criados através da ferramenta Google Ads. A cada clique nesses anúncios você ganha um dinheirinho. Legal pra começar, não acha?

Segundo levantamento feito pela UOL, Megainfluenciadores são os que possuem mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais. Com todo esse suporte, o ganho mensal chega a R$ 500 mil. Pouco abaixo fica o grupo de macroinfluenciadores, que ficam entre 200 mil e 1 milhão de seguidores. Para essa faixa, os ganhos mensais são de R$ 100 mil em média. Já os médios, que possuem entre 20 mil e 200 mil seguidores, chegam a faturar R$ 30 mil. Ainda existem microinfluenciadores, que apesar de faturarem até R$ 15 mil mensais, são, agora, a aposta do mercado publicitário, pois não carregam a desconfiança do consumidor acerca da credibilidade.

Mas cuidado, uma decisão jurídica colocou uma responsabilidade maior em toda essa influência. Recentemente, o Juizado Especial Cível de Barra Mansa condenou a influencer Virgínia Fonseca a ressarcir a uma mulher R$ 2.639,90 pela compra de um celular iPhone 8 Plus. A reclamante comprou na loja indicada por Virgínia, mas não recebeu o aparelho. A influencer recorreu, mas o pedido foi negado. De acordo com a advogada Karina Câmara, especializada em direito do consumidor,  apesar de não haver regulamentação que trate especificamente do influenciador, existem normas genéricas de responsabilidade civil que se aplicam no caso de um seguidor se sentir lesado que podem ser analisadas judicialmente. O profissional pode ser enquadrado nos termos do artigo 9.2.7 do código civil.

Portanto, queridos, o mercado é bom, o momento é ótimo e a profissão de influenciador é extremamente vantajosa, mas cuidado com indicações levianas e com a irresponsabilidade de anunciar qualquer produto para o seu seguidor. 

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