15 de abril de 2021

Inflação será o obstáculo em 2010, avalia Fieam

A recuperação do crédito ao longo deste ano e o esgotamento dos estoques foram fatos marcantes para a produção da indústria amazonense fechar o último trimestredo ano com percentuais de recuperação contínua

A recuperação do crédito ao longo deste ano e o esgotamento dos estoques foram fatos marcantes para a produção da indústria amazonense fechar o último trimestredo ano com percentuais de recuperação contínua. Para 2010, entretanto, o aumento da inflação devido ao aquecimento da economia e o consequente crescimento da demanda, principalmente nos setores de serviços, onde não há concorrência das importações, poderá atravancar o crescimento acelerado no primeiro semestre.
Pelo menos essa é a opinião do presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, para quem o país terá, neste ano, alavancas no mercado consumidor, como inflação próxima a 4% e dólar beirando a casa dos R$ 1,75. Ontem, durante a confraternização natalina da entidade com a imprensa, o dirigente fez um balanço dos fatores que ajudaram o país a atravessar o período de instabilidade econômica. Silva destacou a manutenção do consumo interno e o efetivo controle nas operações do sistema bancário como essenciais para a redução da pressão do setor financeiro sobre os setores produtivos. “Aqui, no Polo Industrial, houve um mínimo de demissões e a partir do segundo trimestre já se iniciavam as contratações. O percentual de crescimento da indústria em 2009 é relativamente bom, mas deverá apresentar resultados bem próximos ao de 2007. Uma conquista e tanto, se pensarmos que saímos enfim de uma crise internacional”, amenizou Antonio Silva.
Em relação a 2008, segundo Silva, a indústria prevê para este ano uma queda de aproximadamente 9% no nível médio de emprego, haja vista o crescimento de contratações nos últimos meses do ano. O executivo fez questão de frisar que atualmente o Amazonas obteve a menor taxa de desemprego entre todas as capitais industrializadas do país (7,4%), índice que comprova a forte recuperação do setor na região. “Provavelmente, em números absolutos no mês de dezembro, tenhamos ultrapassado a casa dos 100 mil empregos. Isso é um dos fatores para se comemorar. Poderiam ser mais, se não fossem alguns agravantes que incidiram sobre o bom desempenho da indústria este ano”, completou.
Em relação ao setor externo, o saldo da balança comercial deverá fechar 2009 com superávit de US$ 26 bilhões. As exportações poderão chegar a US$ 150 bilhões e as importações, US$ 124 bilhões. Embora o resultado da balança comercial em 2009 tenha sido superior ao de 2008, a soma das exportações mais as importações (corrente de comércio) cairá cerca de US$ 90 bilhões, devido aos efeitos da crise. No próximo ano, por outro lado, espera-se uma pequena melhora no saldo da balança comercial com uma corrente de comércio bastante superior a de 2009.

Setor espera faturar até US$ 26 bilhões

Para o presidente do Sindicato das Indústria dos Meios Magnéticos e Fotográficos do Amazonas, Amauri Carlos Blanco, a industria local deve registrar uma queda de faturamento neste ano de 15% em relação a 2008, fechando entre US$ 25.5 bilhões e US$ 26 bilhões. “Tudo leva a crer que o setor não deva ultrapassar estas cifras. Já temos uma recuperação. Não é mais lenta, mas há pouco tempo para encerrar o ano. Somente quando dispusermos dos números compilados teremos a confirmação dessa previsão”, ponderou.

Benefícios múltiplos

A elevação do ritmo da produção industrial do Amazonas, que já acumula crescimento de 13,5% no ano, é entendida pelo presidente do Sinmem (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas de Manaus), Athaydes Félix Mariano, como excelente perspectiva para 2010. O executivo lembrou que a transformação da matriz energética de óleo diesel para gás natural e a interligação com o resto do país no fornecimento de energia, por meio do ‘linhão’ de Tucuruí, trará benefícios múltiplos ao setor. “A indústria da transformação é como um termômetro para outros segmentos industriais. Se melhoramos nosso desempenho, grande parte das outras indústrias acompanha essa sequência. E tanto o gás natural quanto o ‘linhão’, são fortes apostas para reduzirmos os gastos com produção e aumentarmos o nível fabril”, finalizou o dirigente.

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