11 de abril de 2021

Inflação registra alta em seis capitais pesquisadas

O IPCS (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) de 22 de setembro apresentou alta em seis das sete capitais pesquisadas pela FGV (Fundação Getulio Vargas)

O IPCS (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) de 22 de setembro apresentou alta em seis das sete capitais pesquisadas pela FGV (Fundação Getulio Vargas). O destaque ficou com Brasília, que registrou uma alta de 0,16 ponto percentual, ao passar de uma inflação zero na semana anterior para uma taxa de 0,16% neste levantamento.
Apenas a cidade do Rio de Janeiro teve uma inflação menor nesta semana (0,29%) do que na anterior (0,31%). As demais cidades tiveram as seguintes variações: São Paulo, de 0,73% nesta semana contra 0,59% no período anterior, Salvador, de 0,10% ante variação nula, e Belo Horizonte, de 0,31% ante 0,25%.
Já as cidades de Recife e Porto Alegre tiveram quedas de preços menos acentuadas nesta semana: -0,36% contra -0,43% na semana anterior e -0,08% contra -0,17%, respectivamente. A média nacional do IPC-S foi de 0,40% nesta semana, contra 0,31% na anterior.

Preços dos alimentos

O IPC-S mede semanalmente a inflação mensal em sete capitais brasileiras, analisando-se os custos de alimentação; habitação; vestuário; saúde e cuidados pessoais; educação, leitura e recreação; transportes; e despesas diversas.
Mais uma vez, a inflação dos alimentos foi responsável pelo avanço de preços, não apenas em São Paulo, segundo o economista da FGV, André Braz. “O que está ocorrendo agora, com os alimentos, não é um problema regional”, comentou.
Em divulgações anteriores, a FGV já havia alertado que altas de preços em produtos agropecuários no atacado estariam originando repasses de aumentos de preços atacadistas para o consumidor.
Braz observou ainda que a pressão de alta nos preços dos alimentos no varejo deve prosseguir em trajetória ascendente –fator de pressão sobre as taxas do IPC-S, que devem continuar em aceleração até a primeira quinzena de outubro.
Além disso, o economista da FGV observou que, além dos alimentos, outras pressões de aumentos de preços devem começar a surgir, nas próximas apurações do IPC-S. Ele lembrou que está previsto um aumento na tarifa de telefone fixo ainda em setembro, que deve puxar para cima os preços do grupo habitação.
Outro ponto lembrado pelo técnico foi o atual comportamento dos preços de vestuário, que não estão mais caindo devido ao fim da época de liquidação nas lojas, com a chegada da nova coleção. “Creio que teremos novas taxas de aceleração no IPC-S, não somente em São Paulo, mas em outras capitais também”, concluiu.

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