Inflação recua em SP e Fipe revisa índice para baixo

O recuo dos preços na cidade de São Paulo em julho e a perspectiva de deflação em agosto motivaram a revisão da estimativa de inflação da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para o ano, de 4,2% para 4,1%. Para agosto, a fundação projeta reajuste negativo de 0,04%, a primeira deflação no ano.
O último reajuste negativo de preços em São Paulo ocorreu em junho de 2006 (-0,31%). O menor índice deste ano foi obtido em março, positivo em 0,11%.
Segundo Márcio Nakane, coordenador do indexador, a estimativa de queda de 1,2% dos preços em habitação para agosto –puxado pela redução dos preços de energia elétrica prevista em 9,6%– deve pressionar negativamente o índice. Em junho, segundo dados divulgados pela fundação, a taxa fechou negativa em 0,09%.
Entre as categorias que também devem ter desaceleração de preços em agosto estão despesas pessoais (de 0,87% em julho para 0,50%), saúde (de 0,61% para 0,50%) e educação (de 0,27% para 0,05%). Nakane afirma que as despesas pessoais serão aliviadas pelo menor custo com cigarros e viagens (de férias), que elevaram o índice no mês de julho.
No sentido contrário aparecem os grupos alimentação (de 1,06% em julho para 1,25% em agosto), transportes (-0,38% para -0,10%) e vestuário (-0,62% para -0,10).
Segundo Nakane, o cenário para a categoria alimentação está menos otimista para os produtos in natura (verduras e frutas) em agosto, que, em julho, recuaram 4,07% e representaram 60,6% da composição do índice. E em transporte, historicamente, o preço do álcool volta a subir no período. Quanto ao vestuário, a chegada da nova coleção às lojas e o fim das liquidações devem pressionar os preços.
Na composição do índice de julho, que retrocedeu para 0,27% ante 0,55% em junho, habitação e alimentação forçaram a desaceleração. Habitação registrou deflação de 0,09% em julho, ante 0,13% no mês anterior; e alimentação, alta de 1,06%, contra 1,9% no mês anterior. “A categoria alimentação seguiu sendo o principal fator de pressão. Pode-se dizer que esta é a inflação bovina”, brincou Nakane.
O leite variou 10,3%, a carne bovina, 4,56%, enquanto os derivados de leite tiveram variação de 4,7%.
Entre os itens que mais contribuíram para a alta do IPC (considerando a contribuição ao indicador), o leite longa vida é o grande vilão, com expansão de 12,21%, seguido de cigarros (2,78%), leite tipo B (7,57%), assistência médica (0,98%) e viagem (3,43%).

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