11 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Inflação oficial desacelera em fevereiro

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), índice oficial de inflação, teve variação de 0,80% em fevereiro, com desaceleração ante o resultado em janeiro (0,83%), segundo o IBGE

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), índice oficial de inflação, teve variação de 0,80% em fevereiro, com desaceleração ante o resultado em janeiro (0,83%), segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No acumulado em 12 meses, o IPCA teve alta de 6,01%, acima dos 12 meses imediatamente anteriores (5,99%) e do centro da meta (4,5%) estipulada pelo governo federal.
O IPCA registrou a maior taxa para os meses de fevereiro desde 2003, quando havia sido de 1,57%. No acumulado do ano, o índice somou 1,64%.
O grupo educação subiu 5,81% em fevereiro e foi o principal impacto no IPCA, responsável por 51% do índice.
Já os grupos alimentação e bebidas e transportes desaceleraram e tiveram alta de 0,23% e 0,46%, respectivamente. Apesar da alta, o grupo transportes perdeu força ante o desempenho em janeiro (1,55%) com o reajuste menor dos ônibus urbanos.
Os alimentos que mais contribuíram para a perda de fôlego do grupo foram feijão carioca (queda de 10,50%), carnes (-2,81%) e frango (1.40%). Diante das liquidações de verão, o grupo vestuário foi o único a apresentar deflação em fevereiro (0,25%).
Já o segmento de despesas pessoais, com alta de 1,43%, pressionou o IPCA e foi puxado pelo aumento de cigarros (3,64%) e empregados domésticos (0,91%).
O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que mede a inflação para as famílias de menor renda, apresentou variação de 0,54% em fevereiro, contra 0,94% em janeiro. Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 6,36%.
A maior desaceleração do INPC ocorreu por conta da freada dos grupos alimentação e transporte, que têm mais peso na cesta de consumo das famílias de renda menor, diferentemente do grupo educação, cujo impacto é mais relevante para as faixas de rendimento mais alto.

Riscos de superaquecimento

Na quinta, 3, quando foi anunciado um crescimento de 7,5% no PIB (Produto Interno Bruto) de 2010, a presidente da República, Dilma Rousseff, e o diretor do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, conversaram sobre os riscos do superaquecimento da economia e a necessidade de crescimento “lento e estável” dos países.
“É chegado o momento de desacelerar a economia”, afirmou Strauss-Kahn sobre o Brasil após o encontro. O diretor do FMI afirmou que ele e a presidente concordam que “crescimento por si só não é o bastante”.

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