Inflação faz otimismo do consumidor cair: setembro

O medo em relação ao comportamento dos preços foi determinante para que o consumidor brasileiro ficasse menos otimista no terceiro trimestre do ano, segundo levantamento feito pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). Ainda assim há a expectativa de manutenção do ritmo do consumo no país.

A expectativa em relação à inflação caiu 7,7% em relação ao trimestre anterior, indo para 92,7 pontos. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi ainda maior. Índices abaixo de 100 pontos indicam expectativa negativa no Inec (Índice Nacional de Expectativa do Consumidor).

Segundo o levantamento, 55% dos entrevistados acredita na aceleração da inflação, o maior número desde março de 2005. “Essa percepção dos consumidores certamente foi influenciada pelos aumentos de preço ocorridos a partir de junho, sobretudo no setor de alimentos e bebidas”, afirma o documento.

Além da inflação, expectativas em relação ao desemprego, renda geral e renda própria também fazem parte do Inec, que é feito ao final de cada trimestre. O índice geral teve uma queda de 1,2% na comparação com o trimestre anterior e de 5,2% na comparação com o terceiro trimestre de 2006. Ele ficou em setembro em 104,8 pontos. Apesar da queda, o valor está acima da média para meses de setembro. Por essa razão os técnicos da CNI apostam no crescimento da demanda interna.

A expectativa em relação ao desemprego, renda geral e renda própria também apresentaram quedas, mas um pouco menores. Os índices caíram, respectivamente, 1,8% (114,3 pontos), 1,1% (108) e 1,8% (108) em relação ao trimestre anterior. Na comparação com setembro de 2006, os recuos foram de 11,6%, 3,1% e 2,5%.

O menor otimismo do consumidor reflete no indicador que mede a intenção de compras no trimestre que irá começar. Caiu 1,8% em relação a junho e 4% na comparação com setembro do ano passado e está em 98,9 pontos.

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