Inflação em maio mais que quadruplica e sobe 1,54%

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O IPA, registrou alta de 2,02% no período, contra 0,22% um mês antes.

O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) mais que quadruplicou na segunda leitura prévia de maio, apresentando alta de 1,54%, contra 0,37% um mês antes. Os dados foram divulgados na terça-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
A metodologia aplicada na apuração do IGP-M é a mesma do IGP-DI e do IGP-10 -usados no reajuste, por exemplo, de contratos de aluguel-, também apurados pela FGV, com a única diferença de ter um período de coleta diferente. A segunda prévia do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

Soja em grãos
contribui para avanço
O IPA (Índice de Preços por Atacado) subiu 2,02% no período, contra 0,22% um mês antes. O grupo Matérias-Primas Brutas passou de deflação de 1,39% para inflação de 3,36%.
Os itens que mais contribuíram para o avanço foram soja em grão (-9,80% para 0,43%), arroz em casca (-0,44% para 33,96%) e minério de ferro (-3,87% para 11,25%). Já os itens tomate (35,28% para 6,10%), algodão (em caroço) (5,59% para -4,32%) e laranja (-8,71% para -19,02%) desaceleraram.
O índice de Bens Intermediários teve alta de 1,85% no período, contra 1,57% em abril. O destaque foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, que passou de 0,06% para 5,27%. A taxa de variação dos Bens Finais subiu de deflação de 0,05% para 1,08%. A maior contribuição veio do subgrupo alimentos processados, que passou de 0,29% para 4,08%.

Habitação
e alimentação
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) recuou para alta de 0,47%, contra 0,63% em igual período de abril. Os destaques foram os grupos Habitação (0,39% para 0,01%) e Alimentação (1,31% para 1,04%), com destaque para tarifa de eletricidade residencial (0,63% para -2,11%), hortaliças e legumes (6,58% para 1,70%), frutas (3,61% para -0,51%) e óleos e gorduras (2,67% para 1,44%).
Também desaceleraram as taxas dos grupos Educação, Leitura e Recreação (0,32% para 0,03%), Transportes (0,38% para 0,29%) e Despesas Diversas (0,08% para 0,04%), com destaques para show musical (4,80% para -1,80%), gasolina (1,07% para 0,33%) e mensalidade para TV por assinatura (-0,06% para -0,58%).
Os grupos Vestuário (0,65% para 0,93%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,34% para 0,81%) tiveram alta, com destaque para roupas (1,07% para 1,48%) e medicamentos em geral (0,59% para 2,31%).
O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) teve alta de 0,82%, contra 0,75% em abril. A taxa do índice relativo a Materiais e Serviços avançou de 0,87%, na apuração de abril, para 1,04%, em maio. O índice que capta o custo da Mão-de-Obra registrou variação de 0,57%, em maio, ante 0,62%, em abril.

Alimentação sobe 1,77%

A inflação no município de São Paulo registrou alta de 0,89% na segunda quadrissemana de maio -período de 30 dias até 15/05-, maior índice desde a terceira quadrissemana de dezembro do ano passado, quando a variação foi de 0,90%. Os dados foram divulgados hoje pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), da USP (Universidade de São Paulo).
O índice de preços da categoria Alimentação teve a maior alta no período, com elevação de 1,77%. Foi o índice mais alto desde o da primeira semana de janeiro deste ano, quando subiu 2,03% -o índice também teve a maior contribuição para o resultado geral, de 45,26 pontos.
O índice da categoria Vestuário vem a seguir em termos de variação percentual, com alta de 1,22%, contra 0,80% de elevação na abertura deste mês (a contribuição do índice no resultado geral, no entanto, é pequena: de 7,24%).
O índice de Saúde teve variação de 1,23% no período, mas o resultado é de queda em relação ao início de maio, quando a alta foi de 1,28%.
Na categoria Habitação houve alta de 0,65%, contra 0,52% na semana imediatamente anterior.

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