As previsões de mercado sugerem um aquecimento do comércio durante a Copa, porém, este vem acompanhado de uma alta nos preços de produtos e serviços. Alguns segmentos devem elevar seus valores aproveitando a chegada de turistas e as compras por impulso. Manaus estará no olho do furacão, por ser uma das cidades sede e recorrente destino de turistas.
O vice-presidente do Corecon-Am (Conselho Regional de Economia do Amazonas) e economista, Francisco Mourão Júnior, recomenda cautela e planejamento.O consumidor deve buscar recuperar as finanças depois das compras de fim de ano e as promoções do início, sugere o economista “como sugestão, recomendo um maior planejamento, sugiro a abertura de uma poupança, evitando compras a longo prazo. Muito foi divulgado sobre a diminuição da inadimplência no fim de ano, mas isso foi gerado pela dificuldade de se conseguir crédito, o que obrigou os consumidores a optar por compras a vista,” diz Mourão.
Usando sempre a palavra ‘planejamento’ como recomendação, Mourão diz não haver outra forma de evitar gastos elevados e desnecessários “o mercado não manda flores, as empresas de proteção ao crédito estarão de olho nos consumidores para brecar a inadimplência gerada pela alta demanda. O consumidor deve evitar perder o controle para ter uma vida financeira saudável. Planejamento é tudo,” resume o economista.

Dicas importantes
O consumo racional pode significar economia no período, quando o mercado é inundado por artigos que carregam os royalties da Fifa “evitar comprar produtos licenciados é uma boa maneira de evitar gastos abusivos. Pode ser bonito e estar na moda usar estes produtos, mas após a Copa, o consumidor percebe que foi movido por impulso. Se for inevitável a compra, pode se optar por produtos similares, mais baratos e fáceis de encontrar no mercado, bastando pesquisa e planejamento,” sugere Mourão.

Serviços
Para o economista, a temporada vai gerar custos e gastos que podem ser evitados “alguns serviços estarão com preços adaptados à época, como os táxis e hotéis. Mais uma vez, a economia é uma questão de planejamento. Só usar se for mesmo necessário, pois se já está caro agora, durante o mês de Copa a tendência é estar ainda mais. Coincidentemente, é o mesmo mês do Festival de Parintins e a chegada dos visitantes, obrigará o mercado a subir preços para cobrir custos com a capacitação de funcionários.”
Mesmo com assinatura do termo de compromisso entre representantes da hotelaria, MTur (Ministério do Turismo) e Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) de que não vai haver abuso nos preços, Mourão acredita ser impossível para o setor evitar os preços altos, principalmente nos lodges “os hotéis de selva praticam preços altos durante qualquer estação, é preciso muito cuidado na hora de se escolher fugir do burburinho dos jogos, se as reservas forem feitas agora e os pagamentos antecipados, a hospedagem pode ser mais prazerosa e sem comprometimento para o bolso. Ainda é tempo de negociar hospedagens e pacotes.”

Comissão fiscaliza
Em outubro de 2013, a assessoria da Casa Civil informou a criação de um comitê interministerial para acompanhar “preços, tarifas e qualidade” de serviços executados durante a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil entre 12 de junho e 13 de julho. “Não tabelamos, nem tabelaremos preços, mas nós não permitiremos abusos. Vamos utilizar todos os instrumentos à disposição do Estado para garantir a defesa dos direitos do consumidor, seja ele brasileiro ou estrangeiro”, disse a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, através da nota.

Produtos oficiais
Os altos preços dos produtos oficiais já surpreenderam. Lojas ou quiosques oficiais da Fifa já começaram a ser instalados em todo o Brasil. Basta dizer que uma caneta simples está sendo vendida a R$ 19,90, assim como o chaveiro do mascote Fuleco. A bola oficial do torneio, chamada de Cafusa, é um dos itens mais caros da loja. O preço de R$ 399 espanta o público. Dois modelos de réplicas saem a R$ 69 e R$ 99.
Da mesma forma, o Fuleco de pelúcia tem preços pouco convidativos: R$ 69,90 e 99,90.
Uma camisa polo não sai por menos de R$ 100,00. Para crianças, as blusas saem por R$ 65,00. Sandália de dedo com a figura do mascote da Copa vale R$ 39,90. Para adquirir um simples boné o cliente tem de desembolsar R$ 69,90.

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