Inflação do IGP-DI sobe 1,57% em maio

O avanço do preço do minério de ferro e a influência do reajuste no preço de mão de obra na construção civil fizeram com que a inflação medida pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) em maio subisse 1,57% após a alta de 0,72% em abril, segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas). A taxa mensal do IGP-DI veio dentro das estimativas de analistas do mercado financeiro, que esperavam uma elevação entre 1,16% e 1,60%, e ficou acima da mediana das expectativas (em 1,30%).
No caso dos três indicadores que compõem o IGP-DI de maio, o IPA (Índice de Preços por Atacado) subiu 2,06% em maio, após registrar alta de 0,68% no quarto mês do ano. Por sua vez, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) teve aumento de 0,21% no mês passado, em comparação com a alta de 0,76% em abril. Já o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) apresentou elevação de 1,81% em maio, em comparação com a taxa positiva de 0,84% em abril. Embora não seja mais usada para reajustar a tarifa de telefone, a taxa acumulada do IGP-DI ainda é usada como indexadora das dívidas dos estados com a União. A fundação não anunciou até o momento detalhamento completo do índice de maio, devido a problemas técnicos em seu portal na internet, onde é realizada a divulgação. O período de coleta de preços para o IGP-DI de maio foi do dia 1º a 31 do mês passado.
Para o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, os IGPs (Índices Gerais de Preços) em junho devem ser menos pressionados do que os apurados em maio. Ele fez a observação ao comentar que, em maio, as taxas dos índices estão sendo pressionadas basicamente por dois fatores passageiros, que são o impacto do aumento no preço do minério de ferro; e a influência do reajuste no preço de mão de obra na construção civil.
“Acho que estes dois fatores, o reajuste de minério de ferro e o impacto de alta na inflação da construção civil, são importantes, mas pontuais”, disse, explicando que estas influências não devem se repetir em junho com a mesma magnitude que apresentaram em maio. “Tudo indica que o índice (e os Índices Gerais de Preços de uma maneira geral) deve seguir uma tendência de desaceleração nos próximos meses”, acrescentou.

Cumprimento da meta

Para o economista, os sinais de avanço na inflação atacadista e de persistência da inflação varejista não ameaçam o cumprimento da meta inflacionária, cujo centro é de 4,5%, com viés de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

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