Inflação da construção civil desacelera no Amazonas

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou na quinta-feira, 07, que a inflação da construção civil no Amazonas passou de 0,46%, em fevereiro, para 0,02%, em março. Apesar da retração no período, o Índice Nacional da Construção Civil acumula alta de 9,08% nos últimos 12 meses.
Na prática, o Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil) mostra que o custo médio do metro quadrado no Estado ficou em R$ 809,52, embora este não tenha sido o menor valor registrado nos últimos três meses. No começo de 2011, o investimento médio era de R$ 805,33 e depois pulou para R$ 809,59 em fevereiro.

Sem mudanças

Parece que mesmo com a inflação menor em março, segundo aponta o IBGE, os empresários do setor não sentiram muitas mudanças. Na verdade, para o vice-presidente do Sinduscon/AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Amazonas), Frank do Carmo, se reduziu, não foi nem sentido.
Ainda de acordo com o vice-presidente, a tabela lançada pelo Sinapi não reflete a realidade da construção civil no Estado e, por isto, “o sindicato já entrou com pedido para que os valores do Instituto sejam revistos para o Amazonas”.
O Amazonas ainda se mantém como o quinto Estado mais caro para se construir. Na frente, estão o Rio de Janeiro (R$ 891,42), Roraima (R$ 846,70), São Paulo (R$ 846,70) e Acre (834,75).
Em relação aos tipos de projetos, como a redução da inflação foi baixa, as obras também sofreram menor variação nos custos de construção. O segmento de prédios residenciais foi onde mais se observou a mudança. Por exemplo, um projeto com quatro pavimentos e três quartos passou de R$ 856,85 em fevereiro para R$ 860,27 – na passagem de janeiro para o mês seguinte, o valor ficou praticamente estagnado.

Preços do setor registram alta no resto do país

Enquanto no Amazonas a inflação do setor de construção civil encolheu, na média do índice para o Brasil, a percentagem aumentou entre fevereiro e março deste ano. No cálculo das 27 unidades federativas, a variação foi de 0,52% no mês passado, avançando 0,13 ponto percentual em relação a fevereiro (0,39%). Em 12 meses, a taxa de variação foi de 6,88%, abaixo dos 7,15% registrados nos doze meses imediatamente anteriores.
O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em fevereiro havia sido R$ 771,45, passou para R$ 775,43 no terceiro mês do ano, sendo R$ 438,71 relativos aos materiais e R$ 336,72 à mão de obra.
A pesquisa do Sinapi revela que as variações acumuladas da região Nordeste registraram as maiores taxas no ano (1,49%). No entanto, no acumulado dos últimos 12 meses, a região Centro-Oeste teve a maior variação, 8,41%.

Materiais e equipamentos

O Sinapi é uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em parceria com a Caixa Econômica Federal. Ela foi criada em 1969 para o setor de habitação e em 1997 para o de saneamento e infra-estrutura. Para realizar o estudo, o instituto analisa mensalmente preços de materiais e equipamentos de construção, bem como os salários das categorias profissionais em estabelecimentos comerciais, industriais e sindicatos da construção civil, em todas as capitais dos Estados.

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