Indústrias de DVD player e rádios sofrem com importação

Alguns segmentos industriais do Amazonas apresentaram perdas produtivas de 27,83%, no acumulado até julho, num quadro comparativo ao mesmo intervalo do ano anterior, como é o caso dos rádios e gravadores de áudio (não-portátil). No início desse semestre, a perda na fabricação desses produtos foi mais expressiva, atingindo 43,5%.

Em julho deste ano fora fabricados apenas 65 mil aparelhos no Amazonas, enquanto no mesmo intervalo do ano passado o número dessa produção atingiu 116 mil unidades.

Segundo representantes de indústrias locais, a concorrência acirrada com produtos importados e os prejuízos resultantes da abusiva guerra fiscal entre os Estados, que tem São Paulo como principal epicentro foram os principais motivos desse retrocesso.

No total acumulado nos primeiros sete meses do ano, a queda produtiva de rádio e aparelhos reprodutores de áudio foi de 27,83%, totalizando um quantitativo de 496,39 mil unidades, contra as 687,78 mil unidades fabricadas no mesmo intervalo do ano passado.

Os aparelhos de DVD também estão apresentando retração produtiva, que nos primeiros sete meses deste ano sofreu uma queda de 10,46% ao totalizar um montante de 3,49 milhões de unidades fabricadas, ante os 3,9 milhões de produtos feitos no mesmo intervalo do ano passado.
O presidente do Sinaees (Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos Eletrônicos e Similares de Manaus), Wilson Périco, avaliou que as fabricantes de DVD estão enfrentando uma forte concorrência com as importações.
“Neste ano, as importações desse aparelho apresentaram um crescimento expressivo, em relação a 2006, isso tem afetado o mercado das indústrias brasileiras do segmento”, informou o dirigente.

Dólar baixo estimula compras no exterior

A oscilação negativa da moeda americana também estimula o aumento da compra de produtos importados, que ficam com preços mais acessíveis ao mercado brasileiro. Durante este ano, o dólar atingiupatamares mais baixos do último quinquênio chegando a cotações abaixo de R$1,90.
A média do preço de DVDs importados pelo Estado do Amazonas no acumulado até agosto deste ano, variou de US$ 37.25, no mesmo intervalo do ano passado, para US$ 35.63, neste ano, segundo o controle estatístico feito pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior). Wilson Périco destacou que desde o início do ano a classe de empresários locais está reivindicando ao governo federal medidas para conter as importações.

“Conversamos com representantes dos ministérios para que o governo viabilize alguma ação no objetivo de evitar a entrada em excesso de mercadorias importadas no país e o governo tem demonstrado interesse em avaliar nossa situação, mas até agora os importados continuam entrando no Brasil sem nenhum limite”, frisou o representante das empresas.

Abertura de mercado

O diretor-executivo da Aceam (Associação do Comércio Exterior da Amazônia), Moacyr Bittencourt, considerou que desde a década de 90, quando houve uma abertura do mercado brasileiro ao comércio internacional, as empresas precisaram elevar seus investimentos em potencial de competitividade para vencer a concorrência de estrangeiras.

“Se as fábricas de outros países não estiverem cometendo uma concorrência desleal, oferecendo preços muito baixo, não há porque se estabelecer medidas antidumping, logo as empresas locais, hoje, precisam ter mais capacidade para vender produtos com preços mais baratos e, assim, enfrentar esse tipo de concorrência”, analisou o executivo.
Em agosto, o ministro do Mdic, Miguel Jorge, em visita ao PIM (Pólo Industrial de Manaus) assegurou que irá estudar medidas para impor limites às importações de alguns produtos no país.

Na ocasião, Miguel Jorge disse que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, junto com as entidades de classes empresariais locais, irá definir quais os produtos da ZFM (Zona Franca de Manaus mais afetados pelas importações, para depois estabelecer li

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