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AM apresenta nova queda em novembro - Produção industrial do Estado caiu -2,2%, o terceiro pior índice do país, segundo o IBGE

Da redação

A produção industrial recuou em 9 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na passagem de outubro para novembro. No Amazonas, a queda em novembro foi de -0,4% em relação ao mês anterior. Na comparação com novembro de 2012, a queda foi de -2,2%. De janeiro a novembro de 2013, no entanto, a indústria do Estado acumulou resultado positivo de 1,5%, acima da média nacional, 1,4%.
“A produção regional tem seguido o ritmo irregular da indústria nacional, alternando taxas positivas e negativas”, avaliou o técnico Fernando Abritta Figueiredo, da Coordenação de Indústria do instituto.
Entre as principais retrações, Goiás (-4,1%) e Santa Catarina (-3,1%) anularam boa parte da expansão que vinham tendo nos últimos meses. No Estado goiano, onde a produção de medicamentos genéricos é um braço forte da indústria, o setor farmacêutico tem registrado forte oscilação, destacou o técnico do IBGE. Esse desempenho compromete a atividade de produtos químicos, que gerou grande peso negativo em novembro.
Ainda em Goiás, o setor de alimentos e bebidas e a indústria extrativa também perderam força nos últimos meses, disse Figueiredo. Já em Santa Catarina, 6 das 11 atividades no Estado recuaram, na comparação de novembro com igual mês de 2012, com destaque para máquinas e equipamentos, alimentos e celulose.
No Nordeste e na Bahia, a recuperação da produção industrial em relação a outubro devolve parte das perdas recentes, causadas principalmente pelo apagão na região, avaliou Figueiredo. No Nordeste, a alta foi de 6,5% em relação a outubro, enquanto a produção da Bahia cresceu 4,4% no período.
“No polo de Camaçari (Bahia), o apagão afetou a produção química, e é uma atividade difícil de retomar mesmo depois da normalização (do fornecimento de energia)”, analisou Figueiredo.

Nacional
No acumulado no ano, a indústria nacional cresceu 1,4%, com onze dos quatorze locais pesquisados em alta. Subindo acima da média nacional figuraram Rio Grande do Sul (6,3%), Paraná (5,7%), Goiás (4,6%), Bahia (4,6%), Ceará (3,7%), Santa Catarina (1,6%) e Amazonas (1,5%). Completaram o conjunto de locais que acumulam alta em 2013: São Paulo (1,4%), região Nordeste (1,1%), Rio de Janeiro (0,6%) e Pernambuco (0,2%). Nesses locais, influíram fatores relacionados ao aumento na fabricação de bens de capital e de bens de consumo duráveis, além da maior produção vinda dos setores de refino de petróleo e produção de álcool, produtos têxteis, calçados e artigos de couro e alimentos.
Por outro lado, Espírito Santo (-6,9%) e Pará (-5,6%) tiveram as perdas mais acentuadas, refletindo a menor produção de metalurgia básica, alimentos e indústrias extrativas, no primeiro local, e de metalurgia básica, indústrias extrativas e de celulose, papel e produtos de papel, no segundo. Minas Gerais (-0,8%) também acumula taxa negativa no ano.

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