1 de julho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Indústria segura alta no ICMS

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Até o momento, as fábricas do PIM não conseguiram recuperar o fôlego na produção. O fraco desempenho refletiu na queda da arrecadação estadual de ICMS (Imposto sobre a circulação de Mercadorias e Serviços) do segmento

Até o momento, as fábricas do PIM não conseguiram recuperar o fôlego na produção. O fraco desempenho refletiu na queda da arrecadação estadual de ICMS (Imposto sobre a circulação de Mercadorias e Serviços) do segmento. De acordo com os dados da Sefaz-AM (Secretaria da Fazenda do Estado do Amazonas) só em março, quando foram recolhidos R$ 224,7 milhões, a retração foi de 10,37% na comparação com fevereiro e de 0,84% em relação a março do ano passado.
Já no acumulado do trimestre, o recuo foi de 0,71% com R$ 675,45 milhões arrecadados.
“A crise da economia externa, os estoques altos no comércio que impedem a produção industrial, a continuação da guerra com os importados e a concessão de crédito limitada para o setor de duas rodas agravaram o fator sazonal, que faz com que o período de janeiro a março já seja considerado fraco para a indústria”, apontou o vice-presidente do Sinmen (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Eletrônicos de Manaus).
Segundo ele, uma melhora só é esperada para a segunda quinzena de abril. “Esse é o período em que a produção começa a dar sinais de aquecimento, mas devido a esses empecilhos, talvez nem em abril teremos recuperação”, acrescentou.
Já o presidente do Corecon-AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Ailson Rezende aposta nas medidas do Plano Brasil Maior 2 para reverter a situação.
“As compras para abastecer o governo vão priorizar os produtos nacionais ao invés dos importados a partir da metade do ano, o que deve nos ajudar a diminuir o desequilíbrio competitivo. Além disso, o pacote sugere que os bancos passem a liberar os financiamentos. Estamos otimistas”, afirmou.
O economista e vice-presidente da Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), Aderson Frota lembra que é preciso aguardar o reflexo da queda na Selic – taxa básica de juros. “A liberação do crédito tem ocorrido aos poucos e o objetivo do Banco Central é de que a Selic termine o ano em 8,75% ao ano. Apesar de não ser a ideal, a situação da economia ainda é melhor do que a experimentada na metade do ano anterior quando o aperto no crédito foi muito mais vigoroso”, ponderou.

Comércio e Serviços

Em contrapartida, os segmentos de Comércio e Serviços apresentaram bom desempenho no trimestre.
Com R$ 582,9 milhões, a atividade comercial obteve acréscimo de 4,9% no acumulado e um pequeno recuo de 2% em março quando foram recolhidos R$ 179,06 milhões.
“A retração se deveu principalmente à queda nas vendas de materiais de construção em função das chuvas. Todos os demais setores apresentaram bons resultados para o período”, detalhou Aderson Frota.
O setor de serviços por sua vez apresentou os melhores números com arrecadação de R$ 53,96 milhões em março e R$ 164,38 milhões no acumulado do trimestre, crescimento de 13,43% e 15,8%, respectivamente.
Dessa forma, os segmentos garantiram um bom resultado geral na arrecadação do E stado que somou R$ 1,53 bilhão entre taxas e impostos, no primeiro trimestre, acréscimo de 3,51% em relação a igual intervalo do ano passado.
Em março, a receita tributária ficou praticamente estável com recolhimento de R$ 504,65 milhões, sofrendo um pequeno decréscimo de 0,4% na comparação com o mesmo período de 2011.

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