Indústria recua 2,2% em janeiro

Contrariando a tendência nacional de crescimento, no mês de janeiro a produção industrial no amazonas recuou 2,2% em relação ao mesmo período de 2012, segundo dados do IBGE. Os números da produção amazonense só superaram os índices do Paraná (-3,9%), Goiás (-4,0%) e Espírito Santo (-8,1%). Este foi o décimo resultado negativo consecutivo apresentado pelo Estado nesse tipo de confronto.
Ainda sofrendo os impactos na redução de produção no setor de duas rodas, telefonia celular e televisores, as atividades que mais impactaram negativamente as médias globais da indústria local foram as de equipamentos de transporte, com redução de -30,8%, e material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações, com uma queda de -13,7%. Em contrapartida, os setores de alimentos e bebidas (20,5%), máquinas e equipamentos (14,8%) e produtos de metal (17,0%) apontaram crescimento na produção.
A queda na produção industrial amazonense, no entanto, foi menos acentuada em janeiro do que a registrada no último trimestre de 2012, quando a redução foi de 7,2% – terceiro pior desempenho entre os Estados -também em comparação com igual período do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, recuou 7,3% em janeiro de 2013, e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em março último (4,1%). Já em relação a dezembro, as indústrias amazonenses cresceram 1,9%.
O presidente da Cieam (Centro da Industria do Estado do Amazonas), Wilson Périco, acredita que os recentes números negativos que vem acontecendo desde o ano passado não são reflexos de um problema no modelo Zona Franca, e sim do modelo de negócios adotado pelo PIM, ainda muito dependente do setor de duas rodas.
“O resultado do Polo Industrial como um todo está sendo puxado pelo setor de duas rodas. A motocicleta que mais vende é de até 150 cilindradas. As pessoas que adquirem estes produto o utilizam para ter uma fonte de renda, como mototaxistas, motoboys ou entregadores e têm dificuldades em conseguir aprovação do financiamento. Isso reflete diretamente na linha de produção. Com este setor sofrendo, toda a cadeia sofre”, explicou.
Apesar dos números iniciais, Périco prevê para este ano, um faturamento um pouco acima dos U$ 37 bi no Polo Industrial de Manaus de 2012. Mas ele alerta que esta recuperação da indústria só deverá acontecer a partir do segundo semestre.
“Não acredito que o faturamenteo deste ano supere o ano de 2011, quando o PIM faturou U$ 41 bilhões, mas com certeza 2013 será melhor que o ano passado, mas devemos nos recuperar só no segundo semestre. Temos uma questão sazonal: nesta época do ano, por ser de muita chuva, há uma diminuição na procura por motocicletas e a minha expectativa é que encontremos alternativas”, cobrou Wilson Périco.

Suframa

Acompanhando os números negativos da produção industrial, a Suframa também apresentou uma queda de 5,2% no faturamento gerado pelo Polo Industrial de Manaus em dólares no mês de janeiro. No total foram gerados, no primeiro mês de 2013, U$ 2,6 bilhões em lucro, contra 2,7 bilhões no ano passado.

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